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Viajar para os EUA pode ficar mais barato em breve

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Economia

Viajar para os EUA pode ficar mais barato em breve

O acordo que elimina barreiras para voos entre os dois países foi fechado por Barack Obama e Dilma Rousseff, em 2011, mas está parado no Congresso

Redação Folha Vitória

As companhias aéreas Latam Brasil e American Airlines lideram um movimento para liberar a retirada das barreiras para operações de companhias entre o Brasil e os Estados Unidos. Com isso, os limites para voos entre os países cairiam e seriam definidos pelas empresas de acordo com cada demanda. Isso faria com que as opções para os consumidores se ampliassem. 

Várias companhias apoiam o acordo de 'céus abertos', mas há exceções, como a Azul. Esse acordo foi assinado em 2011 pelos presidentes da época, Dilma Rousseff e Barack Obama e já passou por Casa Civil e Ministério de Relações Exteriores, mas espera pela Câmara há um ano. Mesmo passando por várias comissões especiais, a mudança depende da ratificação nos plenários da Câmara e do Senado para entrar em vigor.

A ideia do Movimento Céus Abertos é tentar deixar mais claros os benefícios à economia que a concretização do acordo pode trazer. “Tentamos mudar a maneira como estamos atacando o tema, porque ele já está na mesa há vários anos”, disse ao Estadão/ Broadcast o presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier. O executivo admite, porém, que a proximidade das eleições e a agenda de reformas podem ser um empecilho para que o tema seja apreciado no curto prazo pelo Congresso.

As empresas já se movimentam visando a decisão favorável do Congresso. Latam Brasil e American Airlines firmaram no ano passado um acordo de operação conjunta rotas entre Brasil e EUA. Entretanto, por causa de uma determinação do governo americano, a parceria depende da ratificação das novas regras no Brasil para poder entrar plenamente em vigor.

O argumento das aéreas é que a redução das amarras para o setor aumentaria o comércio entre os países e poderia também reduzir o valor cobrado pelas passagens nos trechos entre o Brasil e os EUA, e vice-versa.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) estima que o número de passageiros em rotas internacionais com origem ou destino no Brasil poderá aumentar 47% após a ratificação do céus abertos. Outro estudo, da própria American Airlines, prevê que a oferta de assentos entre Brasil e Estados Unidos aumentará 13% nos cinco anos seguintes à assinatura do acordo.

O diretor regional de vendas da American Airlines, Dilson Verçosa, diz acreditar que existe uma “brecha” para o tema voltar a ganhar força. “Já vemos uma melhora na economia. E o ‘céus abertos’ pode beneficiar bastante a economia, com aumento de fluxo de passageiros entre os dois países.”

O executivo lembra que, na semana passada, foram aprovados acordos de serviços aéreos entre Brasil e os governos de Cuba, Ucrânia e Índia. “O movimento desses países juntos não chega a 10% do que é o tráfego de passageiros com Estados Unidos. Então achamos que essa é uma oportunidade.”

Contra. Entre as aérea contrárias ao movimento de abertura aérea entre o Brasil e os Estados Unidos, a mais vocal tem sido a Azul. “Seríamos favoráveis se tivéssemos as mesmas regras para os dois lados”, afirma o presidente da Azul, John Rodgerson.

Para ele, o problema é que pilotos americanos podem voar mais horas do que os profissionais brasileiros, de modo que as empresas nacionais perderiam competitividade nas rotas entre as duas nações. “Teríamos que mudar as regras para jogar com as mesmas ferramentas.”

Estadão Conteúdo!