Sindicato pede para motoristas de ônibus não pararem em ponto final

Polícia

Sindicato pede para motoristas de ônibus não pararem em ponto final

A polícia está investigando se a ação dos criminosos foi em protesto contra a prisão de comparsas

Redação Folha Vitória

Após dois ônibus serem incendiados em cerca de 24 horas em Cariacica, o diretor do Sindicato dos Rodoviários, João Luiz Alves, pediu para que os motoristas não parassem em ponto final. Além disso, nesta sexta-feira (11) os moradores de Nova Brasília ficaram sem ônibus durante o dia.

“Pedimos para que todos os motoristas que não fiquem parados no ponto final. Em Nova Brasília suspendemos a linha no dia de hoje. Vai ficar sem ônibus até segunda ordem”, afirmou o diretor do Sindirodoviários.

A polícia está investigando se a ação dos criminosos que incendiaram dois ônibus do sistema Transcol em Cariacica foi em protesto contra a prisão de comparsas. A informação foi passada pelo coronel Ramalho, comandante do Policiamento Ostensivo Metropolitano, durante uma entrevista ao Fala Manhã, na TV Vitória.

O primeiro coletivo a ser incendiado foi na manhã da última quinta-feira (10), no bairro Santo Antônio. Já o segundo aconteceu na manhã desta sexta-feira (11), em Nova Brasília.

O comandante afirmou que não só o policiamento ostensivo será feito, mas também haverá uma investigação sobre esses casos. “Uma profunda área de investigação, tanto da Polícia Civil quanto da inteligência da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar será feita para tentar identificar as causas e os motivos que realmente estão por traz disso [dos incêndios]”, afirmou Ramalho.

Além dos casos de incêndio, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários, são até três assaltos por dia na Grande Vitória. Por mês, até 15 rodoviários pedem demissão por causa da insegurança.

“São 360 mil viagens por mês. São de 400 a 600 mil pessoas que usam esse meio de transporte. É uma cápsula com motorista, cobrador e passageiros que andam por áreas de vulnerabilidade social e que a Polícia Militar, infelizmente, sozinha, ela não consegue fazer frente a enorme demanda. Paralelo a isso temos 1200 ocorrências todos os dias, inúmeros serviços que a PM presta a comunidade, e ainda assim estamos fazendo 7 mil abordagens desde janeiro a hoje. São 2500 ações exclusivas para ônibus. Temos também a marginalidade desenfreada no Brasil que não respeita uma legislação. Muitas vezes prendemos com armas, simulacros, mas no outro dia estão soltos”, disse.