Preso faxineiro suspeito de cometer sete estupros na zona sul de São Paulo

Polícia

Preso faxineiro suspeito de cometer sete estupros na zona sul de São Paulo

Cláudio Aquino, de 44 anos, abordava mulheres na rua e as obrigava a entrar em seu carro, um Fiat Uno

Redação Folha Vitória

A Polícia Civil prendeu um faxineiro acusado de estuprar ao menos cinco mulheres no último mês na zona sul da cidade de São Paulo. Segundo a polícia, outras duas vítimas foram chamadas para reconhecê-lo, fazendo o total chegar a sete. Ele teve a prisão temporária, por 15 dias, já decretada pela Justiça.

Cláudio Aquino, de 44 anos, abordava mulheres na rua e as obrigava a entrar em seu carro, um Fiat Uno. Para isso, usaria uma arma, segundo as investigações conduzidas pelo delegado Anderson Pires Gianpaoli, titular do 96° Distrito Policial (Brooklyn).

O homem foi identificado após investigadores notarem que três estupros registrados em um intervalo de seis horas, entre as 18 horas do último dia 8 e a meia noite do dia 9, tinham em comum o fato de um Uno ter sido usado pelo criminoso para atacar as vítimas. O veículo passou a ser procurado e foi localizado pelo sistema Detecta, de monitoramento por câmeras.

Todas as vítimas afirmaram à polícia que o acusado teria feito, primeiro, que elas acreditassem que seriam vítimas de roubo ou sequestro. No carro, com a arma na mão, ele as violentava. Depois, abandonava as mulheres em ruas distantes dos pontos onde as capturava.

As vítimas que já o reconheceram têm entre 16 e 42 anos. "Espero que, com a divulgação da prisão, mais vítimas possam vir e reconhecê-lo", disse o delegado.

Aquino cumpriu pena de 10 anos de prisão por roubo, e estava em liberdade desde 2012. Quando a polícia identificou seu carro, conseguiu seu endereço de trabalho e moradia e obteve fotos dele.

As imagens foram mostradas para as vítimas, que o reconheceram. O delegado obteve então a ordem de prisão temporária, cumprida na noite da terça-feira, 12, na empresa onde ele trabalhava, na Rua Quatá, na Vila Olímpia.

O acusado é casado e tem uma filha. O jornal O Estado de S. Paulo ainda tenta contato com seus familiares ou advogados para ouvir sua versão sobre as acusações.