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Mulher esfaqueada em ponto de ônibus iria receber botão do pânico essa semana

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Polícia

Mulher esfaqueada em ponto de ônibus iria receber botão do pânico essa semana

Ela já tinha conseguido uma medida protetiva contra o agressor e aguardava para receber o equipamento

Redação Folha Vitória

O relacionamento de Max da Silva, de 28 anos, e Graciele Cirilo, de 35 anos, era marcado por agressões. Foi o que afirmaram o irmão do jovem, além de vizinhos e uma amiga de Graciele. Ela foi esfaqueada na manhã de terça-feira (5) pelo ex-marido em um ponto de ônibus da Avenida Marechal Campos, no bairro Bomfim, em Vitória.

O irmão de Max esteve na divisão patrimonial no início da manhã desta quarta-feira (6) para pegar os pertences dele. “Tem muita gente criticando ele nas redes sociais. Para quem está em casa é muito fácil julgar sem conhecer a história. Já são dez anos de um relacionamento conturbado”, disse.

O jovem é polidor, mas estava desempregado. Nos últimos três meses ele passou a trabalhar para uma empresa de corridas por aplicativo de celular. Horas antes de esfaquear a ex-mulher, o acusado e o irmão estiveram juntos para conversar sobre uma intimação que o suspeito havia recebido há poucos dias. “Intimação por agressão também, pois eles tinham brigado e ela pediu a medida protetiva. Mas muitas vezes ela mandava mensagens e até ligava para ele”, contou.

De acordo com familiares do casal, Graciele e Max, tiveram um relacionamento de 10 anos, marcado por muitas brigas, agressões e separações. O último desentendimento aconteceu há cerca de um mês, e envolveu a filha deles, de apenas cinco anos. “No último, pelo que ele me falou, ela ligou para ele falando que ia embora, levaria a menina e nunca mais ele veria a filha. Esse pode ser o motivo para ele perder a cabeça na hora”, relatou o irmão do suspeito.

O irmão disse ainda que Max já havia sido agredido por Graciele e até chegou a registrar queixa. “Ele já tentou se separar diversas vezes. Em uma dessas vezes ela pegou uma faca e riscou o carro dele”.

Agressões

Os vizinhos da mulher ainda estão assustados com o crime. Um dos vizinhos disse que além de bater na esposa, o homem também costumava agredir a enteada e até ameaçar moradores do bairro. “Era aquele vai e vem, brigas, idas na delegacia que não davam em nada. Ele a agredia e teve uma vez que ele bateu na filha que não é dele e também já tinha batido no pai da outra menina. É um camarada violento”, relatou.

Com um perfil de violência traçado, a tentativa de homicídio não foi nenhuma surpresa para quem vive na região. “Ele tinha outra mulher e falava que queria as duas, mas ela não aceitava”, disse o vizinho.

Uma funcionária pública, que é amiga de infância de Graciele, esteve na divisão patrimonial, na manhã desta quarta-feira, para pegar os pertences da vítima. Ela disse que Max passou a agredir Graciele de forma mais intensa depois que ela descobriu que estava sendo traída. “De um tempo para cá, na gravidez da menina de quatro anos, começou os conflitos. Foi quando ela descobriu que ele tinha outra mulher”.

De acordo a amiga, Max teria invadido a casa de Graciele, no bairro Bomfim, em Vitória, há cerca de duas semanas. Ele estava bastante nervoso e chegou a agredir a filha mais velha da vítima, de 10 anos. Tudo isso porque não aceitava o fim do relacionamento. “A desculpa dele era de voltar para ter uma família, ou a ameaçava e ela voltava. Até a amante dele ia na casa dela fazer barraco, no emprego, e ela sempre querendo separar, mas ele ficava forçando”, disse a amiga.

Medida protetiva

De acordo com a mulher, Max chegou a ser preso, mas pagou fiança e foi solto. Graciele tinha uma medida protetiva contra ele e estava prestes a receber o botão do pânico. “Ela ia pegar o botão do pânico essa semana e a medida saiu no mês passado, mas o botão estava em falta e só ia chegar agora”, relatou a amiga da vítima.

Por todos esses motivos, ela acredita que Max planejou o ataque a Graciele. “Ele já estava com esse pensamento de fazer isso com ela, porque ninguém anda com uma faca na cintura. Isso já vem de muito tempo”.

A funcionária pública esteve no hospital São Lucas, onde vítima está internada e disse que ela passa bem. “Graças a deus ela está bem. A cirurgia ocorreu bem, mas ela está na uti por causa da cirurgia. Ela não corre risco de morrer e está conversando”, comentou.