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Mulher esfaqueada pelo ex-marido registrou ameaça três dias antes do ataque em ponto de ônibus

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Polícia

Mulher esfaqueada pelo ex-marido registrou ameaça três dias antes do ataque em ponto de ônibus

A vítima estava esperando o ônibus, quando foi atacada pela ex-marido

Redação Folha Vitória

Max foi preso na terça-feira

A mulher que foi esfaqueada em um ponto de ônibus da Avenida Marechal Campos, no bairro Bonfim, em Vitória, na última terça-feira (05), havia registrado ameaça contra o ex-marido três dias antes de ser atacada.

Max da Silva Almeida, de 28 anos, foi preso em flagrante na terça-feira no momento em que desferia golpes de faca na ex-mulher. Em depoimento, o homem declarou que teve um ataque de fúria após uma briga com a vítima. 

'Segundo ele, estavam separados havia aproximadamente dez dias, mas ainda conversavam. Conforme relato, ele havia combinado de levá-la ao trabalho e no caminho eles discutiram porque o telefone dele teria tocado e ela pensou que fosse uma mulher. Eles discutiram e ela pediu que ele parasse a moto porque iria seguir de coletivo ao trabalho. Ele a deixou no local onde o crime aconteceu, mas se arrependeu e voltou. Ele disse que teve um rompante de fúria", disse o delegado Romualdo Gianordolli.

Max alegou que teve um surto

Três dias antes do crime, no último sábado (2), a mulher já havia registrado um boletim contra Max. Segundo a polícia, ela relatou que sofreu ameaças e que ele ia constantemente na porta da casa dela e dizia que iria matá-la. 

Os vários boletins de ocorrência registrados ao longos dos seis anos de casamento, provam que a vítima tinha medo do agressor. Os boletins eram sempre relacionados a ameaças, lesão corporal ou Lei da Maria da Penha. "Foram quatro ocorrências de ameaças e lesões corporais. Ele chegou a ficar preso em dezembro de 2015 por lesões corporais e tinha medidas protetivas a favor dela", contou Gianordolli.

O caso foi conduzido pela Delegacia Patrimonial, já que o policial civil que impediu que a ação do suspeito, trabalha no local. "A prisão dele foi feita por um bravo policial da Delegacia Patrimonial que estava chegando do almoço e viu ele já sentado esfaqueando-a. O militar interviu, deu voz de prisão, mas como ele não ouviu, o policial efetuou um disparo de advertência e só assim ele parou de esfaqueá-la", informou o delegado. 

A faca usada no crime foi apreendida. Ela ficou completamente torta tamanha a violência e agressividade de Max. Para a polícia, o crime foi premeditado. "Ele foi autuado por feminicídio e com as qualificadoras pelo motivo fútil e do recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele foi encaminhado para o presídio em Viana".