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Intenção de investimentos da Indústria sobe 7,7 pontos no 1º trimestre, diz FGV

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Economia

Intenção de investimentos da Indústria sobe 7,7 pontos no 1º trimestre, diz FGV

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria aumentou 7,7 pontos no primeiro trimestre de 2018 em relação ao quarto trimestre de 2017, informou nesta quinta-feira, 15, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o avanço, o indicador subiu para o patamar de 123,7 pontos, o maior nível desde o quarto trimestre de 2013, quando estava em 129,5 pontos.

O Indicador de Intenção de Investimentos mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais. O objetivo é antecipar tendências econômicas.

"O resultado corrobora um cenário de aceleração dos investimentos em 2018, respaldado pela expectativa de retomada do crescimento do setor da Construção e de mais um bom ano da Agropecuária e da Indústria de Transformação. A Sondagem também identificou redução da incerteza quanto à execução dos planos de investimento, uma boa notícia, mas que deve ser absorvida ainda com cautela diante das dúvidas com relação ao processo eleitoral e suas repercussões sobre a economia", afirmou Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota.

O Indicador de Investimentos completou quatro trimestres consecutivos acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos 12 meses seguintes é superior à fatia das que estimam reduzir os investimentos. Ainda assim, o Indicador continua abaixo do patamar pré-recessão, do nível médio registrado em 2012 e 2013.

Entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro deste ano houve aumento da parcela de empresas que preveem investir mais, de 26,6% para 34,7%. Houve avanço também, porém, da proporção das que preveem investir menos, de 10,6% para 11,0%.

No grau de certeza quanto à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes, a proporção de empresas certas quanto à execução do plano de investimentos foi de 33,4%, superando a parcela de 19,2% de empresas incertas.

A coleta de dados para a sondagem divulgada na manhã desta quinta-feira ocorreu entre os dias 2 de janeiro e 1º de março, com informações de 673 empresas.