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Kuroda, do BoJ, reitera que manterá estímulos até atingir meta de inflação

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Economia

Kuroda, do BoJ, reitera que manterá estímulos até atingir meta de inflação

O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, reiterou nesta sexta-feira que a instituição não irá reduzir sua agressiva política de relaxamento monetário antes de atingir a meta de inflação oficial de 2%, numa nova tentativa de abafar especulação recente sobre possíveis altas de juros.

"Não estou planejando de forma alguma encerrar ou enfraquecer o relaxamento monetário sob a estrutura atual de controle da curva de juros...antes de atingir a meta de preços de 2%", disse Kuroda durante coletiva de imprensa.

O comentário veio após decisão, mais cedo, do banco central japonês de manter sua política monetária inalterada e marcou a segunda tentativa de Kuroda nesta semana de conter rumores de que o BoJ estaria se preparando para começar a retirar estímulos.

Na semana passada, o juro do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos e o iene reagiram em forte alta após Kuroda afirmar pela primeira vez que o BoJ consideraria sair da política atual no ano fiscal de 2019, que começa em abril do próximo ano. A previsão do BoJ é de que a inflação se fortaleça e alcance 2% em algum momento do ano fiscal de 2019.

Na última terça-feira (06), Kuroda esclareceu que o BoJ pode considerar a hipótese, mas não necessariamente irá retirar seus estímulos já no ano fiscal de 2019. Na coletiva de hoje, ele repetiu essa declaração.

Kuroda disse também nesta sexta que fará o possível para cumprir a meta de 2% durante seu segundo mandato de cinco anos, que terá início em abril. Os preços, no entanto, continuam bem abaixo do nível desejado. Em janeiro, a taxa anual do núcleo da inflação ao consumidor no Japão - que exclui os voláteis preços de alimentos frescos - ficou em 0,9%, repetindo a variação do mês anterior.

Ainda na coletiva, Kuroda reiterou que o BoJ está disposto a relaxar ainda mais sua política, se julgar necessário.

Sobre a recente turbulência nos mercados acionários globais, Kuroda acredita que o impacto na economia real japonesa deve ter sido limitado.

O chefe do BoJ também prometeu acompanhar cuidadosamente os efeitos da política comercial de Washington, ressaltando que "o protecionismo tem seus deméritos". Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou decreto impondo tarifas de 25% sobre importações de aço e de 10% sobre as de alumínio, como havia ameaçado na semana passada.

Nesta madrugada, o BoJ, por oito votos a um, decidiu manter sua meta para o rendimento do JGB de 10 anos em torno de zero e sua taxa de depósitos de curto prazo em -0,1%. O BC japonês também manteve o compromisso de comprar JGBs num ritmo anual de 80 trilhões em ienes (US$ 750 bilhões). Com informações da Dow Jones Newswires.