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TV supera tablets no acesso à internet; celular cresce ainda mais, diz IBGE

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Economia

TV supera tablets no acesso à internet; celular cresce ainda mais, diz IBGE

Agora, a TV é tão usada para acessar a internet quanto os tablets: 10,6% dos domicílios do País já possuem um televisor conectado, enquanto o tablet é usado para esse fim em 10,5% dos lares

Com a estagnação da presença dos tablets nas casas das famílias, os smartphones assumiram mesmo o posto de aparelho preferencial para o acesso à internet

Na esteira da difusão das plataformas de vídeo por streaming, 2,112 milhões de domicílios passaram a ter ao menos um televisor conectado na internet em 2017, um crescimento de 40% na comparação com 2016. Agora, a TV é tão usada para acessar a internet quanto os tablets: 10,6% dos domicílios do País já possuem um televisor conectado, enquanto o tablet é usado para esse fim em 10,5% dos lares.

Os dados são da pesquisa "Características gerais dos moradores e dos domicílios 2017", com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a estagnação da presença dos tablets nas casas das famílias, os smartphones assumiram mesmo o posto de aparelho preferencial para o acesso à internet.

Aparelhos celulares estão presentes em quase a totalidade (92,7%) dos domicílios brasileiros. Em 48,151 milhões de lares (69% do total), o acesso à internet é feito no celular, conforme os dados de 2017. Foi um crescimento de 15,3% em relação a 2016, com 6,392 milhões de lares a mais usando o celular com internet.

Segundo a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, os números sobre o uso dos celulares para acessar a internet podem estar subestimados. Embora ainda existam pessoas que têm celular, mas não usam a internet no aparelho, é possível que as famílias entrevistadas pelo IBGE não percebam o uso de e-mail e aplicativos de redes sociais como uso de internet.

"A maioria das pessoas que usam a internet no celular é para o uso de mensagens", disse Maria Lúcia, referindo-se a um recorte da Pnad, com dados de 2016 sobre uso de tecnologia, divulgado no início deste ano.

Por isso, explicou a pesquisadora, a partir de 2019, o questionário da Pnad passará a incluir perguntas específicas sobre o tipo de uso da internet no celular. Hoje, o questionário pergunta apenas se a família acessou a internet e se esse acesso foi no celular ou não.

Enquanto não atualiza o questionário, o IBGE deverá continuar observando crescimento do uso do celular para acessar a internet. Para Maria Lúcia, a tendência é que em todos os 64,656 milhões dos lares onde há um celular o aparelho seja usado com internet móvel.

Com o crescimento dos smartphones, os microcomputadores, incluindo notebooks, perderam espaço. Em 2016, havia acesso à internet com computadores em 27,792 milhões de lares (40,1% do total), mas o número caiu para 27,095 milhões em 2017, ou 38,8% do total. "Muitas pessoas que tinham o computador basicamente para acessar a internet, hoje o fazem no celular com muito mais facilidade", disse Maria Lúcia.

Independentemente do aparelho usado, 5,153 milhões de lares passaram a ter acesso à grande rede de computadores na passagem de 2016 para 2017. Com isso, 70,5% dos lares do País já têm acesso à internet. Em 2016, 63,6% dos domicílios relataram ao IBGE terem acesso à internet.

Enquanto isso, a Pnad de 2017 registrou mais um passo do telefone fixo rumo ao ostracismo. Agora, apenas 22,431 lares, ou 32,1% do total, possuem o aparelho. Em 2016, eram 23,891 milhões de domicílios.