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UE se prepara para possível entrada em vigor de tarifas sobre aço e alumínio

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Economia

UE se prepara para possível entrada em vigor de tarifas sobre aço e alumínio

Um impasse comercial entre os Estados Unidos e diversos países aliados se tornou centro das atenções nesta segunda-feira, com a indústria siderúrgica da Europa e de outros países ainda sem saber se suas exportações para os EUA enfrentariam novas tarifas. Depois que o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fizeram visitas à Casa Branca na semana passada e não garantiram concessões visíveis sobre questões comerciais transatlânticas, os fabricantes europeus de aço e alumínio esperam que novas tarifas entrem em vigor na terça-feira.

A UE ganhou isenção na implementação de tarifas sobre as importações americanas de aço e alumínio. O prazo final dessa extensão termina na terça-feira e a Casa Branca ainda não sinalizou quais os próximos movimentos que poderá fazer. Austrália, Canadá e México, que também receberam extensões, esperam novas isenções. A Europa, no entanto, se preparou para o pior.

Meses de espera e o estilo imprevisível de negociação do presidente dos EUA, Donald Trump, fizeram com que a UE se preparasse para o que vem a seguir, disseram executivos do setor siderúrgico de grupos de comércio. "Para se preparar, você precisa saber o que vai acontecer", disse o porta-voz da Eurofer, Charles de Lusignan, representando todas as siderúrgicas europeias.

Mesmo que o impacto ainda não tenha sido direto, a indústria siderúrgica europeia já sentiu as consequências. Grandes exportadores para os EUA - como Brasil, Turquia, Rússia, Coreia do Sul, Egito e China - aumentaram as exportações para o mercado europeu a fim de evitar as barreiras comerciais americanas, reduzindo os preços para os produtores domésticos.

As importações de aço na UE subiram 300 mil toneladas, para 2,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, de acordo com a Eurofer. A Comissão Europeia considera a possibilidade de impor salvaguardas para evitar um surto de importações. "Já estamos vendo agora a tendência de redirecionamentos maciços para o mercado aberto europeu", afirmou o presidente da Federação Alemã do Aço, Jargen Kerkhoff. "O protecionismo é um veneno", acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.