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Compartilhar conhecimento é o nome do jogo da indústria no mundo, diz Coutinho

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Economia

Compartilhar conhecimento é o nome do jogo da indústria no mundo, diz Coutinho

É preciso, de acordo com ele, estratégias diferenciadas pelos estágios de desenvolvimento de empresas e ecossistemas

O professor da Unicamp e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta sexta-feira, 18, durante evento sobre inovação industrial, em São Paulo, que a massificação dos programas de Pesquisas & Desenvolvimento (P&D) é o que está em jogo na indústria dos países líderes.

De acordo com ele, países como a Alemanha, por exemplo, onde a P&D existe há décadas, está agora tentando exportar esses programas para o mundo. "Esse é o nome do jogo", afirmou Coutinho ao proferir a palestra "Construindo o Futuro da Indústria" no seminário "A Indústria do Futuro", organizado ela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Revista Exame, em São Paulo.

"Hoje a ciência se internacionalizou. Ninguém mais faz ciência individualmente. Há um compartilhamento do conhecimento nos grandes países industrialmente inovadores", disse Coutinho.

Ele afirmou também que hoje todos os países fortalecem os sistemas de Ciências, Tecnologia e Inovação (CT&I), desenvolvem ecossistemas produtivos e inovativos e comentam engenharia e P&D nas empresas.

De acordo com o economista, o Brasil precisa seguir algumas premissas que passam por partir de alguns legados, reconhecer fraquezas e forças, endereçar anseios da sociedade por qualidade de vida e ambiental. "Precisamos construir consenso em torno de uma visão nacional comum", disse o ex-presidente do BNDES.

Coutinho elencou alguns direcionamentos importantes para o Brasil considerar no seu processo de inovação industrial. Esses direcionamentos passam por dar prioridade ao mais alto nível de governo, metas compartilhadas com o setor privado, investimentos na capacitação de pessoas e empresas, aumento da capacidade decisória do Estado, regulações e fomento pró-inovação com segurança jurídica.

É preciso, de acordo com ele, estratégias diferenciadas pelos estágios de desenvolvimento de empresas e ecossistemas.