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Dia Nacional do Café: conheça o caminho dos cafés gourmets produzidos no Espírito Santo

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Economia

Dia Nacional do Café: conheça o caminho dos cafés gourmets produzidos no Espírito Santo

Cultivado de 800m a 1200m de altitude o café especial da Buaiz Alimentos tem processo de cultivo e produção diferenciado

Quem vê as embalagens de café nas prateleiras de supermercados não imagina todo processo de cultivo, logística, torra, moagem e embalagem que está por trás de cada pacotinho e que é tão fundamental na definição do sabor da bebida. Quando se trata de cafés especiais, então, todo esse processo é ainda mais diferenciado.

Boa parte do café que consumimos, diariamente, em casa ou em cafeterias, é produzido aqui no nosso Estado, que, além de ser um dos destaques no cultivo do grão de qualidade, possui fábricas das mais modernas e bem equipadas do Brasil.

Cultivado de 800m a 1200m de altitude o café especial da Buaiz Alimentos - Café Número Um nas versões Prime e Espresso Gourmet – tem processo de cultivo e produção diferenciado que começa a mais de 150 quilômetros da capital, no município de Brejetuba.

“Chamado de café de altitude, este grão apresenta mais qualidade e sabor, tem característica mais frutada, acidez agradável e equilíbrio de doçura, devido o tempo que fica na planta, ou seja, tem um ciclo maior até madurar”, explica Vanildo Pagio, consultor de degustação da Buaiz Alimentos e produtor de café. “Em uma região de menor altitude, o grão passa mais rápido por essas fases de maturação”, completa.

Vanildo lembra que, além da altitude, outros aspectos como manejo da lavoura, colheita manual e secagem natural, influenciam no produto final que consumimos.

“Para obter o café especial - o “café fino” ou “gourmet” - somente os grãos maduros são separados. A colheita é feita quando mais de 70% dos grãos de café da lavoura estão maduros. Depois, o processo de secagem também é mais demorado. Os grãos são secos de forma tradicional, expostos ao sol em terreiros de cimento e, em dias nublados, com cobertura de uma lona (estufas)”, diz.

Ele afirma que o processo manual e natural, apesar de ser mais demorado, preserva melhor as propriedades do grão. “Por isso, o café especial Numero Um tem maior qualidade, tanto que tem certificação dos selos Abic de Qualidade e Pureza”, disse.

Depois de todo processo de produção, colheita e secagem, é hora de transportar o grão até a capital para o processo final de torra e empacotamento na fábrica.

“Quando chega aqui, este café especial, que é 100% arábica, também recebe um tratamento diferenciado para manter a preservação do seu sabor. A torra é feita com 150kg por vez, que são colocados de forma manual no torrador”, explica Walter de Azevedo Rodrigues, líder operacional da fábrica de café Numero Um.

Ele explica que o processo de torra também é um dos momentos mais importantes na definição de um café de qualidade. “O café Espresso Gourmet, por exemplo, tem uma torra lenta de cor média, já o Prime, a torra é lenta e de cor média clara. Todas essas diferenciações no processo da torra são fundamentais para chegar nos produtos finais que oferecemos hoje ao mercado”, garante.

Após torrado, Walter explica que o café é resfriado. “O Espresso Gourmet não passa por processo de moagem, é embalado artesanalmente, somente os grãos e liberado para comercialização. Já o Prime, depois de resfriado ainda passa pelo processo de moagem e embalagem industrial”, explica.