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Lucro da Caixa mais que dobra no 1º trimestre e vai a R$ 3,191 bilhões

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Economia

Lucro da Caixa mais que dobra no 1º trimestre e vai a R$ 3,191 bilhões

A carteira de crédito ampla da Caixa alcançou saldo de R$ 700,193 bilhões no primeiro trimestre, redução de 0,9% ante dezembro, quando somou R$ 706,276 bilhões

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira, 24, que mais que dobrou o seu lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, atingindo R$ 3,191 bilhões, cifra 114,5% maior que a vista ante 12 meses, de R$ 1,488 bilhão. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 2,317 bilhões, a alta foi de 37,7%.

O banco público explica, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que o aumento do lucro foi gerado, principalmente, pelo avanço de 21,9% no resultado bruto da intermediação financeira, pelo crescimento nas receitas com prestação de serviços e ainda o "forte" recuo nas despesas administrativas.

A carteira de crédito ampla da Caixa alcançou saldo de R$ 700,193 bilhões no primeiro trimestre, redução de 0,9% ante dezembro, quando somou R$ 706,276 bilhões. Em um ano, a queda chegou a 2,1%, considerando que os empréstimos somavam R$ 715,043 bilhões. Contribuiu para o encolhimento, principalmente, a carteira comercial pessoa jurídica, cujo saldo se reduziu 4,5% no trimestre e 25,2% em um ano. Já na pessoa física, os empréstimos diminuíram 3,1% e 11,5%, respectivamente.

De acordo com a Caixa, o encolhimento da carteira no comparativo anual reflete sua estratégia para adequar o portfólio do banco à implementação das regras de Basileia III, que visão a otimizar a alocação de capital e fortalecer outros pilares da gestão, como a ampliação das carteiras de menor risco, a melhoria da eficiência operacional, a ampliação do relacionamento com clientes, a rentabilização da carteira de crédito atual e maior foco em serviços para incremento de receitas não financeiras.

"Como resultado dessa estratégia, houve o crescimento nas carteiras de menor risco, como habitação e infraestrutura, e redução da exposição nas carteiras

comerciais, tendo como efeito a redução da provisão para devedores duvidosos", destaca a Caixa, em relatório.

A carteira de habitação do banco público, que é líder no segmento, totalizou saldo de R$ 433,140 bilhões ao final de março, leve aumento de 0,3% ante dezembro e de 4,9% em um ano. Empréstimos para infraestrutura somaram R$ 82,652 bilhões, estável no trimestre e 4,7% maior em 12 meses.

A Caixa fechou março com patrimônio líquido de R$ 77,854 bilhões, montante 20,6% superior ao visto em um ano. Em relação ao mesmo período de 2017, foi identificada alta de 9,1%. Seu retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) alcançou 14,79% no primeiro trimestre, 1,93 ponto porcentual maior ante o quarto trimestre do ano passado e 7,18 p.p. superior em um ano.

Os ativos totais do banco público foram a R$ 1,271 trilhão de janeiro a março, cifra 0,8% inferior em um ano. No comparativo trimestral, foi registrado incremento de 0,9%. A Caixa realiza coletiva de imprensa, às 10 horas, para comentar os resultados do primeiro trimestre.

Índice de Basileia

O índice de Basileia da Caixa Econômica Federal, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital encerrou março em 18,32%, melhora de 0,67 ponto porcentual ante dezembro. No comparativo anual, o indicador cresceu 4,72 ponto porcentual. Neste caso, quanto maior, melhor.

O índice de capital principal do banco, ou seja, próprio dos acionistas, foi a 11,96% no primeiro trimestre, leve aumento de 0,74 ponto porcentual ante os três meses anteriores, de 11,22%. Em um ano, entretanto, a melhora chegou a 3,02 p.p.

A Caixa destaca, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que para cumprir os requerimentos mínimos de capital, conforme as novas regras de Basileia III, tem implementado medidas para reforçar sua estrutura de capital.

O banco público cita a redução de despesas, ajuste dos processos de alocação de capital, utilização da métrica do Retorno Ajustado ao Risco no Capital (RAROC) para gestão da carteira de crédito, ampliação da margem de contribuição dos produtos e serviços, ajuste de benefícios pós emprego para equacionamento do passivo atuarial, disseminação da cultura de risco, entre outras.

Inadimplência

A Caixa Econômica Federal teve piora de 0,65 ponto porcentual no seu índice de inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, para 2,90% no primeiro trimestre ante os três meses anteriores, de 2,25%. Em relação ao mesmo intervalo de 2017, quando o indicador estava em 2,83%, porém, foi vista elevação de 0,07 p.p.

O banco público destaca, em nota à imprensa, que apesar do aumento dos calotes, o indicador da instituição permaneceu abaixo da média de mercado, de 3,28%.

No comparativo trimestral, todos os indicadores de calotes da Caixa tiveram piora. A carteira comercial do banco público viu seu indicador aumentar de 5,17% ao final de dezembro para 5,86% no término de março. Na habitação, o indicador do banco público piorou de 1,37% para 2,00% e, em infraestrutura, passou de 0,11% para 1,05%, nesta ordem.

Apesar da piora na inadimplência, as despesas com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs da Caixa, atingiram R$ 3,738 bilhões no primeiro trimestre de 2018, redução de 27,7% em 12 meses, quando somavam R$ 5,173 bilhões. Ante os três meses anteriores, de R$ 5,806 bilhões, a queda foi ainda maior, de 35,6% no trimestre. "Essa redução decorreu, principalmente, do recuo da carteira de crédito, em função do plano de capital da Empresa", justifica a Caixa em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

O saldo de PDDs do banco público fechou março em R$ 37,3 bilhões, recuo de 6,3% ante um ano de 35,1 bilhões, conforme apresentação do resultado da Caixa no período. Ante os três meses, anteriores, de R$ 37,5 bilhões, a redução foi de 0,58%.