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Ônibus do Rio podem parar por falta de combustível, diz federação do setor

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Economia

Ônibus do Rio podem parar por falta de combustível, diz federação do setor

A previsão para quinta-feira é de que 70% dos ônibus não circulem se os estoques não forem repostos

Se os caminhões de combustível não chegarem às garagens das empresas de ônibus do Rio de Janeiro nas próximas 24 horas, a previsão é de paralisação total do transporte público na sexta-feira, 25. Nesta quarta-feira, 23, terceiro dia da grave dos caminhoneiros, 40% da frota (de 23 mil veículos) não circulou na região metropolitana do Rio. A previsão para quinta-feira é de que 70% dos ônibus não circulem se os estoques não forem repostos.

"A situação é gravíssima", afirmou o gerente de Planejamento e Controle da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), Guilherme Wilson. "Estamos monitorando a situação desde segunda-feira e o problema se intensificou de ontem (terça-feira) pra hoje (quarta); já sabíamos que haveria indisponibilidade de combustível para operar a frota toda hoje."

As empresas de ônibus abastecem os veículos nas garagens, onde mantêm um estoque de combustível suficiente para, no máximo, três dias de abastecimento total. Na terça-feira, 22, terceiro dia da greve, já começou a faltar diesel. Para tentar driblar o problema, alguns ônibus foram para os postos de gasolina para abastecer. "Mesmo assim, apesar do esforço para manter a operação, só conseguimos botar na rua 60% da frota", explicou Wilson.

Na quinta-feira, 24, se nada for feito para a reposição dos estoques, os postos de gasolina tampouco terão combustível para abastecer os ônibus - como ocorreu nesta quarta - e a previsão é que o número de ônibus em circulação caia drasticamente. "A previsão para sexta-feira é de paralisação total da frota", disse Wilson, lembrando que os ônibus respondem por 85% do transporte público na região metropolitana do Rio.

Para abastecer toda a frota são necessários 2 milhões de litros de combustível por dia, o equivalente a cerca de 70 carretas de diesel cheias.

"A gente entende que a greve reivindica uma política mais justa de preço de combustível, um problema que também nos atinge e atinge o usuário do transporte público", frisou Wilson. "Tivemos um aumento do preço do combustível do ano passado para cá de 40%: isso é fora de qualquer parâmetro relacionado à variação de custo de qualquer setor."