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Índice de Preços de Alimentos da FAO sobe 1,2% em maio ante abril

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Economia

Índice de Preços de Alimentos da FAO sobe 1,2% em maio ante abril

O índice de lácteos atingiu a média de 215,2 pontos, elevação de 11 pontos (5,5%) em relação a abril, o quarto crescimento mensal consecutivo

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) atingiu a média de 176,2 pontos em maio, alta de 1,2% em relação ao registrado em abril e o maior nível desde outubro de 2017. Segundo a FAO, o aumento reflete ganhos contínuos nas cotações dos lácteos e, em um ritmo menor, no de cereais. Na contramão, óleos vegetais e açúcar continuam pressionados, enquanto a cotação das carnes ficou praticamente estável.

O índice de lácteos atingiu a média de 215,2 pontos, elevação de 11 pontos (5,5%) em relação a abril, o quarto crescimento mensal consecutivo. O aumento em maio foi impulsionado principalmente pelas cotações de queijo, leite em pó desnatado e manteiga, enquanto os preços do leite em pó integral ficaram praticamente estáveis. "A oferta menor na Nova Zelândia, o principal exportador de lácteos, é um dos principais motivos para as altas dos últimos meses", diz a FAO, em relatório.

No segmento de cereais, o índice ficou em 172,9 pontos em maio, aumento de 2,4% ante abril (4,1 pontos). Para a FAO, os valores do trigo aumentaram por causa das preocupações com a produção em vários dos principais países exportadores. Os preços internacionais dos principais grãos também aumentaram, principalmente em virtude da deterioração das perspectivas de produção na Argentina e no Brasil. A demanda do Sudeste Asiático manteve os preços internacionais do arroz firmes em maio, apesar das moedas mais fracas em alguns dos principais países exportadores.

Na contramão, o indicador do açúcar registrou 175,3 pontos, queda de 0,5% comparado com abril. A queda reflete principalmente as expectativas de uma grande produção de cana-de-açúcar, como resultado das condições favoráveis de colheita que prevalecem na região Centro-Sul do Brasil, o maior produtor e exportador de açúcar do mundo. Relatos de que as usinas brasileiras continuaram a favorecer a produção de etanol sobre o açúcar, com apenas cerca de 37% da safra de cana destinada à produção do adoçante, não conseguiram dar apoio suficiente para que os preços do açúcar aumentassem.

Também em queda o índice de óleos vegetais apresentou retração de 2,6% ante abril, para 150,6 pontos em maio. Quanto ao óleo de palma, apesar das perspectivas de desaceleração da produção no Sudeste Asiático, os preços internacionais caíram por causa da fraca demanda global e grandes estoques em comparação ao ano passado. No caso do derivado de soja, os estoques amplos continuaram pesando sobre os preços mundiais.

Já o indicador de carnes ficou praticamente estável em relação a abril em 169,6 pontos - recuo de 1 ponto porcentual. A pequena queda reflete preços menores da carne suína, considerando a redução das importações chinesas.

Paralelamente, o preço do frango aumentou levemente, porém, a FAO comenta, em seu relatório que, os mercados de aves se tornaram difíceis de monitorar nas últimas semanas em virtude de incertezas em torno da situação no Brasil, o maior exportador de aves do mundo, onde milhões de unidades foram abatidas após uma prolongada greve dos caminhoneiros em maio. Os preços da carne bovina permaneceram estáveis em uma situação de mercado "bem equilibrada".