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Modelo de leilão de áreas é 'exitoso', avalia ANP

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Economia

Modelo de leilão de áreas é 'exitoso', avalia ANP

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, classificou como 'exitoso' o resultado da 4ª Rodada de Partilha, encerrada nesta quinta-feira, 7. O ágio médio atingido foi o mesmo da licitação passada, de 202,3%.

"O leilão de hoje vai gerar R$ 40 bilhões de arrecadação em benefício da sociedade (com participações governamentais e impostos, durante todo o tempo de atividade das áreas). É muito mais do que a arrecadação de bônus de assinatura. É fruto do ágio que atingimos hoje", afirmou Oddone, após a concorrência.

Segundo Oddone, a sociedade vai se apropriar de mais de 90% da receita gerada com os projetos leiloados nesta quinta-feira.

Ao explicar por que considerou a concorrência exitosa, o diretor-geral da agência destacou a participação de grandes petroleiras no leilão. "Pela primeira vez, a Petrobras foi forçada a dizer se participaria dos investimentos", afirmou Oddone.

Isso ocorreu porque a estatal teve oferta derrotada por duas vezes e só entrou nos projetos porque tem o direito de preferência, que lhe garante 30% de participação na área.

Oddone explicou que a área de Itaimbezinho, a única a não ser leiloada, foi incluída na concorrência a pedido de uma petroleira, que, no entanto, não manifestou interesse pelo bloco durante o leilão.

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, João Vicente de Carvalho, destacou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai avaliar a possibilidade de incluir áreas inseridas no polígono de pré-sal, como Itaimbezinho, no sistema de oferta permanente de áreas, na qual há uma negociação direta de investidores interessados no ativo com a ANP.

Competição

O diretor-geral da ANP afirmou que a competição foi responsável pelo aumento de arrecadação da União no leilão realizado no período da manhã. Com ágio de 202,3%, a 4ª Rodada de Partilha de Produção foi a que teve o maior número de empresas habilitadas.

"A competição forçou a Petrobras a aumentar a oferta que tinha feito e com isso beneficiou os seus acionistas", disse ele, ao ser questionado se a participação da estatal teria sido tímida no certame.

A Petrobras aceitou pagar o ágio oferecido pelo bloco Três Marias pelas vencedoras Shell e Chevron, que ofereceram uma participação de lucro-óleo para a União da ordem de 49,95%, contra os 18% oferecidos pela estatal em parceria com a Total e BP.

Embora tivesse o direito de preferência no bloco, a Petrobras decidiu ficar com a participação de 30% junto com a Shell e a Chevron.

Ele rebateu também que o leilão não trouxe muitas novidades na 4ª Rodada, lembrando que a vitória da Chevron mostra que empresas que não estavam no pré-sal demonstram agora interesse na região. "Poucas empresas têm capacidade econômico-financeira para poder operar e investir no pré-sal", afirmou.