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Carga de energia deve subir em agosto após redução de isolamento

Economia

Carga de energia deve subir em agosto após redução de isolamento

No Sudeste, região que concentra o maior consumo do país, a carga deve fechar com aumento de 1,3% na comparação anual

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com o retorno gradual das atividades, a carga de energia do sistema elétrico interligado do Brasil deve aumentar em 1,3% no mês de agosto, em comparação com julho. É o que aponta a projeção é do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e foi divulgada nesta sexta-feira (31).

De acordo com o órgão, o aumento deve ocorrer à medida que o país relaxa ações de isolamento social, adotadas para conter a transmissão do novo coronavírus. 

O melhor desempenho esperado é na região Nordeste, onde a demanda para o próximo mês deve ser 2,5% superior à registrada em agosto de 2019. A previsão coincide com uma redução nos casos e mortes por coronavírus na região, segundo dados do Ministério da Saúde.

No Sudeste, região que concentra o maior consumo do país, justificado por ser o polo industrial brasileiro, a carga deve fechar com aumento de 1,3% na comparação anual, segundo o boletim do ONS.

Em abril, primeiro mês em que o distanciamento foi adotado do inicio ao fim,  a demanda por energia desabou 12%, conforme diversas empresas colocaram funcionários em trabalho remoto e indústrias reduziram atividades em meio à desaceleração da economia.

Em maio, houve queda de 10% na carga de energia, que representa soma do consumo com as perdas na rede. Enquanto que em junho, o desempenho foi melhor, mas ainda com recuo, de 3,4% na comparação anual.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico ainda não divulgou o resultado da demanda por eletricidade em julho, quando havia expectativa de um leve aumento, de 0,5% na comparação anual.

O órgão do setor de energia ainda projetou que as chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste, que concentram os principais reservatórios, devem ficar em 73% da média histórica em agosto.

No Sul, que atravessou uma seca desde meados do ano passado, mas teve melhoria nas últimas semanas, as precipitações devem ficar em torno de 70% da média, segundo o ONS.

*Com informações do Portal R7!