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Em julho, deve haver recuperação nas concessões de crédito PF, diz Rocha

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Economia

Em julho, deve haver recuperação nas concessões de crédito PF, diz Rocha

A queda, porém, é pontual, avalia o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha

Brasília - A concessão de novos créditos para as pessoas físicas caiu 5,5% em junho na comparação com maio, segundo dados apresentados nesta quinta-feira, 27, pelo Banco Central (BC). A queda, porém, é pontual, avalia o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha.

"Em julho, deveremos ver a recuperação das concessões de crédito para as pessoas físicas", disse Rocha, sem antecipar dados do mês que termina na segunda-feira.

"Aparentemente, esse é um ponto específico devido à base de comparação de maio", disse, ao comentar que maio teve um dia útil a mais que junho e ainda contou com a comemoração do Dia das Mães, o que incentiva o crédito no varejo.

Taxas do cartão

Na avaliação de Rocha, há possibilidade de redução nas taxas do cartão de crédito nos próximos meses. Desde que as novas regras de migração de dívida entraram em vigor, em abril, a taxa do rotativo regular do cartão cedeu de 431,1% ao ano em março para 230,4% ao ano em junho.

"A redução nos próximos meses da taxa no cartão não será na mesma magnitude do que vimos antes, mas ainda há possibilidade de redução", disse.

Questionado a respeito dos impactos, nas várias modalidades de crédito, para os próximos meses, da continuidade dos cortes da Selic (a taxa básica de juros da economia), Rocha evitou comentar a respeito do ciclo. "O que se espera é que, num ciclo de corte de juros, as taxas do sistema se reduzam", afirmou. "As taxas vêm se reduzindo, o que é consistente com o ciclo da Selic", completou.

Pessoas jurídicas

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central chamou atenção para a variação positiva do saldo de operações de crédito para pessoas jurídicas em junho. Conforme os dados divulgados nesta manhã pelo BC, o estoque de crédito para empresas subiu 0,3% de maio para junho, para R$ 1,483 bilhão. "Foi o primeiro crescimento mensal desde janeiro de 2016", afirmou.

Rocha disse ainda que as concessões de crédito para pessoas jurídicas também foram destaque, com crescimento de 14,6% em junho ante maio. Dentro desta rubrica, houve destaque para as operações de desconto de duplicata e capital de giro - neste caso, em operações com prazos superiores a 360 dias.

No caso das pessoas físicas, Rocha destacou o fato de as concessões terem caído 3,4% em junho ante maio, para R$ 160,0 bilhões. "O principal responsável pela redução nas concessões de pessoas físicas é o cartão de crédito à vista", citou Rocha. No mês, houve queda de 4,9% neste caso (R$ 61,320 bilhões).

Por outro lado, Fernando Rocha chamou atenção para a manutenção da trajetória de redução das taxas de juros nas operações de crédito, em especial para pessoas físicas. De maio para junho, houve queda de 0,8 ponto porcentual nas taxas do crédito de pessoa física e, no primeiro semestre, redução de 5,5 pontos porcentuais. "O movimento deve-se muito à redução das taxas do rotativo regular do cartão de crédito", disse.

Conforme o BC, a taxa do rotativo regular caiu de 258,5% para 230,4% ao ano de maio para junho. Rocha destacou que, se a comparação for feita com a taxa de março (431,1% ao ano) - de antes da implementação das novas regras de migração de dívidas no cartão -, houve redução de 46,6% do juro cobrado. "O juro do rotativo regular é hoje um pouco mais da metade do que era em março", disse.

No caso do rotativo não regular, a taxa passou de 453,9% para 460,7% ao ano de maio para junho. "Houve efeito composição no rotativo não regular, o que justifica a alta", disse Rocha, em referência à participação de cada instituição financeira no total da modalidade. Em comparação com março, houve queda na taxa do não regular de 528,7% para 460,7% ao ano.