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BC ainda não vê mudança clara no crédito para pessoa jurídica

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Economia

BC ainda não vê mudança clara no crédito para pessoa jurídica

De acordo com Maciel, para conseguir observar o avanço do crédito para pessoa jurídica, será preciso aguardar um crescimento "efetivo" da atividade econômica

Porto Alegre - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, afirmou nesta sexta-feira, 18, que ainda não vê uma "mudança clara" na trajetória do crédito para pessoa jurídica. A concessão de crédito para empresas, segundo o BC, cai 7,3% no acumulado do ano até junho, enquanto para pessoa física há crescimento de 4,6%.

De acordo com Maciel, para conseguir observar o avanço do crédito para pessoa jurídica, será preciso aguardar um crescimento "efetivo" da atividade econômica. "Na medida em que a economia for reagindo, haverá mais crédito para as empresas", disse o economista, que ressaltou que as quedas nesse segmento têm ficado menores.

TLP

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central afirmou também que a Taxa de Longo Prazo (TLP), proposta pelo governo para substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), é uma "solução inteligente porque vai dar mais transparência aos custos das operações feitas pelo BNDES".

"As operações trazem custos expressos na relação do Tesouro com o BNDES que encarecem o carregamento da dívida líquida do País, então a TLP é uma forma de tornar esses custos mais transparentes à sociedade", disse ele, acrescentando que a medida também dá um tratamento "mais igual" aos tomadores de crédito, não só no BNDES, mas em todo o sistema financeiro.

Maciel lembrou ainda que a TLP foi pensada para entrar em vigor de forma gradativa, durante um período de cinco anos, e que por isso não haverá "impacto imediato" no sistema.

Efeito positivo de safra

O chefe do Departamento Econômico do BC afirmou que o impacto positivo que a produção agrícola teve sobre a economia brasileira no primeiro semestre tende a perder força no restante do ano. Segundo ele, "o efeito mais expressivo da expansão da safra agrícola já foi apropriado".

O economista lembrou que o agronegócio tem sido um "motivador" da reação econômica no primeiro semestre, efeito que, segundo ele, se espalha por todas as regiões. Para o ano inteiro, acrescentou, a produção recorde que se espera para 2017 vai contribuir de "forma diferenciada" para a economia, com ênfase maior para as regiões produtores de soja e milho: Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

Ainda no lado da oferta da economia, Maciel disse que o avanço da produção industrial em 2017 tem sido impulsionado principalmente pela indústria automobilística, com números maiores em todas as regiões do País que produzem veículos.

Tanto o agronegócio quanto a indústria automobilística, ao lado do minério, têm sido os principais catalisadores das exportações em 2017, disse Maciel. "O setor externo ajudou o PIB em 2016 e continua ajudando em 2017", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, citando que o saldo da balança comercial, de janeiro a julho, é positivo em US$ 42,6 bilhões, contra US$ 28,6 bilhões em igual período do ano passado.