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Empresas de Transporte de Cargas e Logísticas tiveram 70% de queda no faturamento, diz pesquisa

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Economia

Empresas de Transporte de Cargas e Logísticas tiveram 70% de queda no faturamento, diz pesquisa

Contudo, pesquisa revelou também uma pequena melhora nos negócios do setor em 2017, comparado ao ano anterior

Uma pesquisa realizada pela NTC&Logística em colaboração com a ANTT revelou que as empresas de transportes brasileiras tiveram uma queda no faturamento de mais de 70% em 2017. Ainda de acordo com o levantamento, 91% das empresas diminuíram de tamanho e as receitas caíram em mais de 10%. Outro dado apurado foi o valor do frete, que caiu em média 2,98 %. A pesquisa ouviu 2.290 empresas de logística e transporte em todo o país.

A pesquisa também apontou alguns fatores que contribuíram para o atual cenário do setor, como o aumentos de custos, especialmente as majorações nos últimos 12 meses de salários que chegaram a 4,00%, combustível com 4,25%, despesas administrativas 9,20%, manutenção 6,58%, veículo 5,61% e a lavagem 8,40%.

De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), também contribuíram o baixo volume de carga, provocada pela situação econômica por que passa o país, além do aumento do roubo de carga, sobretudo na região metropolitana do Rio de Janeiro.


"É sempre importante destacar a existência dos riscos suportados pelas empresas e que necessitam ser cobertos conforme a especificidade do serviço e da carga, como é o caso do frete valor, GRIS – Gerenciamento de Risco, generalidades como a Taxa de Restrição de Trânsito – TRT, dentre outras, inclusive as de caráter emergencial e transitório como é o caso da EMEX – Emergência Excepcional, criadas para cobrirem os custos decorrentes da situação de falta de segurança, escoltas urbanas, aumento no valor da cobertura securitária e das restrições impostas a prestação de serviço de transporte", informou a Associação.

Ainda segundo a NTC, o setor ainda enfrenta o comprometimento do seu faturamento com o aumento cada vez maior de fretes atrasados (14,3% do faturamento, segundo a pesquisa). Contudo, a NTC ressalva que o primeiro semestre de 2017 foi um melhor para o setor que o ano de 2016, mas ainda distantes do ideal. A modesta recuperação na economia seria principalmente em função da safra recorde e das exportações, aponta a Associção.

A Associação ainda destaca que, em relação ao frete rodoviário praticado, a pesquisa continua apontando uma defasagem da ordem de 20,89% na carga lotação e 7,72% na carga fracionada. Estas defasagens foram calculadas comparando-se os valores das planilhas referenciais de custos da NTC&Logística, que não incluem impostos e margem de lucro, com os fretes médios praticados pelas empresas pesquisadas.

"Fica evidente que é imprescindível e urgente que se faça o quanto antes um realinhamento dos fretes praticados, acompanhado da cobrança dos demais componentes tarifários, Frete-valor e Gris e as Generalidades do transporte. Se esta melhora não se concretizar, o País corre o risco de um grave colapso em uma atividade essencial para a economia e para a sociedade brasileira, pois há 3 anos que não há investimentos das empresas transportadoras que sobreviveram no setor", avaliou a NTC