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Dívida Pública Federal cresce 0,79% e fecha setembro em R$ 3,430 tri, diz Tesouro

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Economia

Dívida Pública Federal cresce 0,79% e fecha setembro em R$ 3,430 tri, diz Tesouro

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 0,78% e fechou o mês passado em R$ 3,311 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,12% maior, somando R$ 118,88 bilhões no nono mês do ano

Brasília - O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,79% em setembro, quando atingiu R$ 3,430 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 23, pelo Tesouro Nacional. Em agosto, o estoque estava em R$ 3,404 trilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 0,78% e fechou o mês passado em R$ 3,311 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,12% maior, somando R$ 118,88 bilhões no nono mês do ano.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 27,15 bilhões em setembro. Já as emissões de papéis totalizaram R$ 56,726 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 57,045 bilhões, o que resultou em um resgate líquido de R$ 319,40 milhões.

12 meses

A parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 16,32%, em agosto, para 17,22%, em setembro, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida caiu de 4,37 anos em agosto para 4,34 anos no mês passado.

O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 10,62% ao ano em agosto para 10,47% ao ano em setembro.

Prefixados

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 34,84%, em agosto, para 35,66% em setembro. Já os papéis atrelados à Selic diminuíram a fatia, de 31,92% para 31,07%.

Os títulos remunerados pela inflação subiram para 29,69% do estoque da DPF em setembro, ante 29,67% em agosto. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 3,57% em agosto para 3,58% no mês passado.

Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este ano.

O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2017 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 29% a 33%.

No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta também é de 29% a 33% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

Estrangeiros

Os estrangeiros diminuíram a participação no estoque de títulos do Tesouro Nacional em setembro. A fatia dos investidores não-residentes no Brasil na DPMFi caiu de 12,66% em agosto para 12,57% no mês passado, somando R$ 416,33 bilhões. Em agosto, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 416,19 bilhões.

O grupo previdência voltou a ser o maior detentor de papéis do Tesouro, com a participação passando de 24,83% em agosto para 25,20% no mês passado. Com isso, esse grupo retomou a liderança perdida em agosto para os fundos de investimentos, cuja participação recuou em setembro de 25,18% para 25,05%.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve queda de 22,37% em agosto para 22,26% em setembro. Já as seguradoras passaram 4,69% para 4,65% no mês passado.