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Hélio Costa, conselheiro da Oi, acusa credores de chantagem

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Economia

Hélio Costa, conselheiro da Oi, acusa credores de chantagem

Costa foi ministro das Comunicações durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e participou recentemente de reunião no Palácio do Planalto

O membro do conselho de administração da Oi Hélio Costa, indicado ao cargo pelo acionista Nelson Tanure, enviou ontem uma carta ao governo federal em que rebate críticas feitas por credores internacionais da tele, gesto que classificou como "chantagem" e "grosseiro terrorismo externo".

A iniciativa foi uma resposta às agências de fomento Belgian Export Credit Agency e Finnish Export Credit Agency, que enviaram comunicado ao governo brasileiro nesta semana manifestando preocupações sobre o andamento da recuperação judicial da Oi. Segundo as agências internacionais, o plano da operadora beneficia os atuais acionistas em detrimento dos credores.

"As duas agências buscaram condicionar as negociações envolvendo o plano ao atendimento pleno do interesse dos credores, usando o expediente da advertência e da ameaça para impor um desfecho que lhes favoreça mesmo com o sacrifício do restauro da empresa", criticou Hélio Costa.

"Esse método de pressão e chantagem se mostra especialmente danoso a uma empresa que tem feito todos os esforços possíveis para sair da recuperação judicial", emendou, explicando que a proposta da Oi para equalizar as dívidas prevê taxa de juros muito próxima da que balizou os empréstimos oferecidos anos atrás pelas próprias agências.

Tanto a carta de Costa quanto a dos credores foram encaminhadas para os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores).

Costa foi ministro das Comunicações durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e participou recentemente de reunião no Palácio do Planalto com outros conselheiros da Oi e Tanure para sensibilizar o governo federal sobre a necessidade de uma saída para o caso da Oi. A companhia também acumula dívidas com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Na carta ao governo enviada ontem, ele argumentou também que o gesto das agências internacionais fere a diplomacia empresarial e a prática de buscar, prioritariamente, soluções favoráveis à recuperação da empresa.

Em outro trecho da carta, Costa disse também que a atitude das agências pode ser interpretada como uma afronta à soberania brasileira, considerando o esforço da Presidência da República e da Advocacia-Geral da União em concatenar uma saída para o caso.

"Trata-se de grosseiro terrorismo externo, usando as autoridades destinatárias da mensagem como meio", ressaltou o conselheiro. Ele disse também que é falso o temor expressado pelas agências de que o plano de recuperação da Oi beneficie apenas os acionistas.