• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Meirelles: expectativa é de que desemprego entre em trajetória gradual de queda

  • COMPARTILHE
Economia

Meirelles: expectativa é de que desemprego entre em trajetória gradual de queda

Ministro da Fazenda também voltou a defender as medidas de contenção de gastos do governo. Ele destacou que as despesas do governo saíram de 10,8% do PIB em 1991 para 19,9% em 2015

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira, 24, que possui a expectativa de que o desemprego no Brasil apresente uma trajetória gradual de queda. Meirelles participa de encontro com empresários franceses e brasileiros promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP).

Segundo o ministro, a taxa de desemprego começou a cair antes do esperado por analistas, o que surpreendeu o mercado. Ele destacou a criação de mais de 1 milhão de postos de trabalho, embora tenha ponderado que a taxa de desemprego ainda sofre o impacto do aumento do número de pessoas que passam a buscar emprego ativamente. "Quando a economia começa a melhorar, aumenta o número de pessoas procurando emprego", afirmou

Meirelles comentou ainda que o setor externo tem ajudado a recuperação da economia brasileira, com a balança comercial contribuindo para um estreitamento do déficit em conta corrente.

Gastos

O ministro voltou a defender as medidas de contenção de gastos do governo. Ele destacou que as despesas do governo saíram de 10,8% do PIB em 1991 para 19,9% em 2015 e que, se a trajetória estivesse seguindo da mesma forma, os gastos atingiriam 25,4% do PIB em dez anos.

Negociações políticas

Meirelles disse também não estar preocupado com o impacto sobre as contas do governo das negociações políticas entre o Planalto e a Câmara para que a Casa não aceite a denúncia contra o presidente Michel Temer feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Conforme noticiou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), as concessões de emendas parlamentares e a distribuição de cargos para segundo e terceiro escalões do governo, mais o recuo na privatização de aeroportos, deve causar um impacto negativo de cerca de R$ 12 bilhões nas contas públicas.

"O Orçamento está sendo rigorosamente cumprido. O teto dos gastos já está sendo implementado e não dá margem a nenhum tipo de expansão de despesas acima daquilo que estava orçado", disse Meirelles.

O ministro disse ainda que a Fazenda está procurando se assegurar de que os órgão de governo consigam cumprir o que está no Orçamento para este ano. "Isto é muito importante para evitar que isso sobrecarregue o ano que vem", afirmou.

Aeroportos

Sobre o recuo na privatização de aeroportos, Meirelles procurou relativizar o impacto. "Olha, existe uma série de projetos em andamento na área de privatização de infraestrutura e o importante é o global. Isso é, aquilo que será de fato arrecadado com outorgas e concessões" disse o ministro.

De acordo com ele, os números com os quais trabalha no Orçamento são conservadores e perfeitamente exequíveis. "Temos um leque muito grande de possíveis concessões, seja de portos, de linhas de transmissão, de distribuições de energia, rodovias, etc. Em resumo, é um programa bastante abrangente e nós levamos em conta o agregado", comentou, acrescentando estar relativamente confortável quanto ao cumprimento desse agregado.