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Em quatro anos, Black Friday dobra faturamento na internet

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Economia

Em quatro anos, Black Friday dobra faturamento na internet

Além da web, a Black Friday deste ano tomou conta dos shoppings, lojas de rua, hotéis, companhias aéreas e até de bancos

A Black Friday deve voltar a bater recorde de faturamento no Brasil nesta sexta-feira (24). Com expectativa de vender R$ 2,19 bilhões só na internet, o dia de promoções já deixou pelo caminho a maior crise econômica da história do País e está cada vez mais consolidada no calendário do comércio brasileiro.

Além da web, a Black Friday deste ano tomou conta dos shoppings, lojas de rua, hotéis, companhias aéreas e até de bancos.

O conceito é um pouco diferente do que se vê nos Estados Unidos, onde a data de descontos ocorre em meio a um feriadão e as pessoas lotam as lojas físicas.

O presidente-executivo da consultoria especializada em comércio eletrônico Ebit, Pedro Guasti, diz que “o imaginário de lojas abrindo cheias de gente na porta é muito forte”, mas destaca que, “no Brasil, a Black Friday ainda é uma data predominantemente de compras na internet”.

— Se você pegar o dia da Black Friday, não tem comparação. No ano passado, somente na sexta-feira, vendeu-se R$ 1,9 bilhão. Em uma sexta-feira normal, são R$ 120 milhões. Não tem nenhuma data no ano com esse valor [em vendas online].

A estimativa da Ebit é de que as vendas na internet nesta Black Friday cresçam 15%, nominalmente, atingindo R$ 2,19 bilhões de faturamento.

Desde 2013, o faturamento do e-commerce nesta data do ano mais do que dobrou — naquele ano foi de R$ 999 milhões, em números já corrigidos pela inflação. Não houve queda desde então.

Lojas físicas aproveitam embalo

Pesquisa feita pelo Google em parceria com o Ibope mostrou que, neste ano, 92% dos entrevistados pretendem comprar online. Apesar disso, 34% também consideram a loja física.

Mas são justamente as lojas físicas que têm tentado fisgar os consumidores. Em 2016, o varejo brasileiro teve o pior ano desde 2001. Neste ano, com a economia em recuperação, a aposta na Black Friday é alta, conforme explica o diretor da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping) Ricardo Camargo.

— A aposta deste ano está sendo bem mais intensa. O comércio varejista está tendo uma recuperação modesta, mas a gente espera que ela seja um pouco mais forte com as vendas de fim de ano.

De janeiro a setembro, as vendas no varejo brasileiro haviam crescido 1,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Alguns shoppings, inclusive, adotarão horário de funcionamento estendido hoje para que os clientes consigam fazer as compras com tranquilidade. Essa estratégia só ocorria até então no Natal. “É uma tentativa de a gente aproveitar melhor esse dia”, acrescenta.

O líder de inteligente de mercado do Google Brasil, Victor Brotto, acrescenta que o consumidor muitas vezes tem necessidade de recorrer à loja física.

— A gente começa a ver os números de loja física mais expressivos. A loja física exerce um papel essencial em alguns segmentos em que as pessoas ainda não se sentem muito à vontade para comprar pela internet.

Ele destaca ainda o valor do frete, que pode ser um fator decisivo na hora de escolher entre o online e o offline.

“Black fraude”

Logo que surgiu, a data chegou a ser sinônimo de piada, pois alguns lojistas aumentavam o preço semanas antes para depois baixar novamente, como se estivessem dando desconto. Hoje, no entanto, Victor Brotto, do Google, diz que essa desconfiança está superada.

— As pessoas tinham um receio no passado, que chamavam de “black fraude”. Hoje, o consumidor está muito mais empoderado. Há diversas ferramentas para comparar e acompanhar preços dos produtos.

No ano passado, 8,7% das reclamações feitas ao Procon-SP tiveram como assunto “maquiagem do desconto”. A maior parte delas (35,6%) se referiu a pedidos cancelados sem justificativa.

Com informações do R7.