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Justiça determina o afastamento dos sócios do Grupo Itapemirim

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Economia

Justiça determina o afastamento dos sócios do Grupo Itapemirim

Uma conciliação entre os sócios e o empresário Camilo Cola, fundador e ex-dono do grupo, foi marcada para o dia 9 de janeiro, para a nomeação de um interventor idôneo para gerir a empresa

Na tarde da última terça-feira (19), o juiz Leonardo Mannarino Teixeira Lopes, 13ª Vara Cível de Vitória, decidiu afastar os sócios do Grupo Itapemirim, Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdivia, após um pedido da defesa do empresário Camilo Cola, fundador da empresa. A Justiça marcou para o dia 9 de janeiro de 2018, uma audiência de conciliação entre os sócios e Camilo Cola, para a nomeação de um interventor idôneo para gerir a empresa, até a realização da assembleia com os credores.

Segundo a decisão do juiz, os sócios alegam dificuldades financeiras para a compra de matéria-prima, indispensável ao desenvolvimento da atividade e pagamento dos funcionários, o administrador judicial informou à Justiça que eles realizaram um contrato de câmbio e pagamento de US$ 1,5 milhão para a aquisição de 15 aeronaves, em nítida prática de descapitalização da empresa de forma injustificada, comprometendo suas operações e regular funcionamento.

“Como as recuperandas podem alegar dificuldades para pagar matéria-prima e funcionários para o regular funcionamento de suas atividades, e, de outra banda, gastar vultosa quantia para adquirir aeronaves, colocando em risco a realização de sua atividade-fim e a própria recuperação judicial das empresas? Mesmo que as aquisições sejam voltadas para reativação de empresa aérea pertencente ao grupo em recuperação, tal situação não pode colocar em risco financeiros para custearem suas atividades”, questiona o magistrado na decisão.

Na decisão o juiz determina aos controladores da Itapemirim que apresentem, no prazo máximo de 15 dias, o plano de trabalho que envolve a aquisição das aeronaves. Além disso, determina ainda que suspendam qualquer remessa de valores ao exterior ou a venda ou cessão de posse de qualquer imóvel em nome das empresas do grupo.

Segundo o advogado do empresário Camilo Cola, José Carlos Stein, a família tem total confiança no Conselho Nacional de Justiça, que vai investigar o caso. “A família Cola foi vítima de um golpe. Eles compraram a empresa e não pagaram. Em face disso, o Camilo Cola, via advogado, foi em juízo e recorreu de todas as formas. E agora, os sócios foram afastados pela Justiça. O Conselho Nacional de Justiça abriu uma investigação e temos confiança no judiciário”, comenta.

Os sócios Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdivia foram procurados pela reportagem, através da assessoria de imprensa, mas até o fechamento da matéria, não deram retorno.