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Chance, The Rapper é a prova de um festival antenado no rap

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Entretenimento

Chance, The Rapper é a prova de um festival antenado no rap

Chance, The Rapper recebia, no rosto, a brisa do Oceano Pacífico e pensava, já, na volta para casa, em Chicago, onde mora. Tinha saudade da filha, Kensli, de 3 anos. E, logo, voltaria a encarar a turnê da mixtape (mas pode chamar de disco) Coloring Book, lançada em 2016. Poucos dias depois, embarcaria para a primeira excursão pela América Latina, numa "tour Lollapalooza", que passou por Chile, Argentina e, nesta sexta-feira, 23, chega a São Paulo, no primeiro dia de festival, realizado no Autódromo de Interlagos. A apresentação dele ocorre no palco principal, às 18h30 - confira dicas dos melhores shows do dia no quadro ao lado. "É a chance de poder mostrar minhas músicas mais antigas", ele diz. "É algo que tem me empolgado com esses shows na América Latina."

Com Coloring Book, Chancelor Jonathan Bennette, o Chance, se estabeleceu de uma vez como um rapper de uma nova geração do hip-hop. Nascido em 1993, por volta de 15 anos depois do surgimento do gênero nas ruas e nas festinhas do Bronx, em Nova York, o rapper encara a música pop hoje aberta ao hip-hop, como uma avenida livre de carros. E, por ela, Chance acelera seu carro potente. "Acho que o hip-hop está crescendo e, agora, ele é acessível para mais pessoas. Não é de nicho, é algo da cultura como um todo", ele avalia. "É uma força cultural que impacta em tudo, inclusive na educação."

Discípulo de Kanye West, também rapper de Chicago, Chance aproxima o gênero dos corais das igrejas, de onde nasceu o gospel, e faz uma conexão musical com algo acima de todos nós. "Ouvir essas músicas, lançadas dois anos atrás, me leva para o período antes de escrevê-las, eu ainda tentava entender o que queria fazer neste trabalho", ele explica.

E segue: "Eu precisava colocar muitas coisas para fora". Embora seja uma ponte para um bem-estar, Chance também se entrega ali. "Música é tudo que temos", ele canta, em All We Got, a faixa que abre o ritual em Coloring Book. "Percebi isso quando tinha 12 anos e escrevi um rap pela primeira vez. Foi definitivamente quando eu entendi que queria ser artista e queria viver de música."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.