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Ambulante usa La Casa de Papel para vender bala e faz sucesso nas redes sociais

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Entretenimento

Ambulante usa La Casa de Papel para vender bala e faz sucesso nas redes sociais

Cesinha ganha de R$ 30 a 40 por dia e trabalha a semana toda, às vezes até durante a madrugada quando tem algum evento.

Cesinha do Xicrete é o retrato da criatividade do brasileiro. O jovem de 25 anos vende balas e chicletes em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e viralizou na internet após ser filmado cantando uma paródia da música Só quer vrau, do MC MM, que também é uma paródia do hino antifascista italiano La Bella Ciao entoado pelos assaltantes de La Casa de Papel em momentos de celebração.

O ambulante começou a vender balas e chicletes nas ruas há um ano e meio após ficar desempregado. Ele chama a atenção da clientela com paródias de sucessos do momento. “Só quer vrau” virou “só quer Halls” na versão do carioca. “Vai namorar comigo sim”, de Henrique e Juliano é “tu vai comprar comigo sim” e por aí vai. Vale todo tipo de adaptação para se destacar na multidão de vendedores ambulantes.

Cesinha ganha de R$ 30 a 40 por dia e trabalha a semana toda, às vezes até durante a madrugada quando tem algum evento.

— Me inspiro no apresentador Rodrigo Faro, no Quadro Dança Gatinho, ele é muito engraçado.

Cesinha explica que tem vontade de seguir carreira musical e sonha em conhecer o produtor Kondzilla.

— Quero seguir carreira no estilo MC Loma, com uma música que não perca a minha essência do humor e seja dançante. Meu sonho é chegar no Kondzilla, já tentei de tudo, até já mandei carta pra ele.

Em uma das tentativas, Cesinha viajou a São Paulo e foi a um show do MC Bin Laden (do hit Tá tranquilo, tá favorável), amigo de Kondzilla. Ele não conseguiu encontrar o produtor, mas chamou a atenção do MC, que até compartilhou um vídeo com o ambulante dentro da van.

— O MC Bin Laden até disse que queria gravar um funk comigo, porque admira muito o meu trabalho, mas acabamos perdendo contato.

Cesinha tem um filho de um ano e mora de favor com uma “tia de coração”, como ele se refere. O pai era policial civil e morreu ao tentar impedir um assalto em uma creche no Grajaú, zona norte do Rio, em 2012.