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Wanessa Camargo fala sobre retomada a música sertaneja

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Entretenimento

Wanessa Camargo fala sobre retomada a música sertaneja

Em entrevista exclusiva ao Folha Vitória, cantora comenta sobre a retomada ao universo do sertanejo romântico e sobre como a maternidade ajudou no amadurecimento da vida pessoal e profissional

Folha Vitória - O novo sucesso 'Anestesia' está entre as mais tocadas nas rádios do ES. Acredita ser este um marco na sua carreira?

Wanessa Camargo - Essa música é um trabalho muito especial. Na verdade todos têm algo de especial,uma fase. Mas este é um marco da retomada do trabalho popular música romântica sertaneja, retomado com mais maturidade. É um trabalho que tem muita responsabilidade.

F.V. A música também é composta pelo Bruno Caliman, que é capixaba e já compôs vários outros sucessos. Como avalia essa canção?

W.C. Eu já era fã do trabalho do Calimam, gosto muito das lestras dele. Então, primeiro eu já gostei da história, que é uma história que todo mundo tem. Aquele amor mal resolvido. Além disso é uma música gostosa, diferente e atual. Ela começa mais quietinha e depois dá uma virada. Ela, na verdade, foi gravada para entrar como bonus Track. Gravei pra entrar como bonus track. Eu fiquei trabalhando de independente durante muito tempo e agora essa nova parceria com a Som Livre deu muito certo Me mandaram essa música, gravamos e todo mundo gostou muito. E ela acabou entrando como música de trabalho. E tem o clipe que também ficou ótimo. No final do ano vamos gravar um DVD, que será lançado no início do ano que vem. Já estamos trabalhando nele e vai ser num lugar especial.

Veja o clipe da música Anestesia:

F.V. Na música Pop você tinha um público e, voltando ao sertanejo, é um público diferente. Como tem sido a aceitação do novo publico e do antigo?

W.C. Para mim,  é um voltar e não algo novo. Eu já conheço esse público. Quando fui para o Pop, parte desse público parou de acompanhar meu trabalho. Mas muitas pessoas estão retomando e acompanhando novamente minha carreira, frequentando novamente o show.

F.V.  Atualmente temos novos meios para ouvir música, como Youtube, Spotfy, etc..Isso pode ter ajudado ainda mais na divulgação da música?

W.C. Acho tudo muito válido. É uma democratização de como você ouve. Eu peguei a época que você tinha que comprar um cd. Hoje você pode ouvir e quando quiser e em qualquer lugar por meio stream. E tem muita opção, pode escutar coisas novas. Certamente ajuda o artista a chegar onde antes não chegava. E isso é muito legal. Você acessa um playlist por exemplo "Sertanejo romântico" e sua música está lá. Isso é muito bom para o artista, porque é um canal de comunicação que vai levar seu público para o show. As pessoas ouvem, cantam e isso atrai o público para o show, que é onde o artista ganha.

F.V. As mulheres estão dominando o sertanejo. Como vê esse movimento desses novos nomes para a música sertaneja?

W.C. Dominar ainda não domina, mas estamos chegando próximo (risos). É inegável que  melhorou muito. Antes você ia fazer show nesses eventos maiores e eram três mulheres e 20 anos. Hoje já existem eventos que são comandados por mulheres. As mulheres sempre estiveram nas paradas, mas de forma mais tímida. Isso acontece em outros gêneros, como o rock, o pagode, e no sertanejo as mulheres provaram que sabem fazer e falam de igual pra igual, mas é um caminho longo.

F.V.  Você está começando uma linha de produtos. Quais são estes produtos? o que podemos esperar?

W.C. Tem uma linha na jequiti, que tem perfume creme corporal. Tenho também o óculos que já tem os três anos; E tem a parceria que eu tenho com a UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), que é uma campanha publicitária pelo respeito e pelo fim da discriminação. É um trabalho social que tem muito de conscientização, principalmente com o jovem e de educação para as pessoas. Além disso, tenho novidades, mas ainda não posso contar. Assim que puder, eu conto para vocês (risos).

F.V.  Como estes produtos auxiliam na aproximação com os fãs?

W.C. O fã é muito ligado a sua música e o seu poder de influência vem da musica. É algo linkado de alguma forma, mas uma coisa é falar de um CD e outra falar de perfume. São trabalhos diferentes, mas que se complementam de alguma forma. Eu gosto muito porque tira um pouco da pressão do show, etc.

F.V. Como é o relacionamento com os fãs por meio das redes sociais?

W.C. Os que curtem, que admiram são as melhores pessoas e tenho um prazer enorme de falar com eles. Quando vamos lançar música o público é muito parceiro. Claro que tem aqueles que atrapalham, mas a maioria te acompanha e te respeita. Eu vejo o fã como parceiro e não como mero fã. Só tem problema é a falta de coragem de pessoas que se escondem atrás de um perfil para postar mentira, fazer fofoca e te ofender. Mas é uma minoria e minha intenção é me aproximar do fã e não ficar ouvindo opinião de gente que não quer acrescentar em nada.

F.V. A maternidade ajudou no amadurecimento da carreira artística?

W.C. A maternidade é um amadurecimento pessoal. Ser mãe me ajudou a ver o mundo de uma forma diferente. Estou mais consciente, mais responsável, mais atenta e mais responsável. E eu procuro não deixar a peteca cair. Procuro ser sempre melhor e dar um bom exemplo. Criança é muito inteligente e ela aprende pelo exemplo.Então eu procuro ser esse exemplo. Na alimentação, na saúde, tudo mudou. O que atrapalha um pouco é o tempo, porque é um ritmo puxado, mas hoje vejo o exemplo do meu pai que sempre cuidou dos filhos sem deixar a carreira.

F.V. E como é o apoio do marido para a carreira artística?

W.C. Ah, ele é muito parceiro. O marcos me ajuda muito em tudo e não é diferente como pai. Quando eu preciso viajar, ficar longe de casa por causa dos show, eu sei que que meus filhos estão sendo super bem cuidados. Isso me dá muito segurança. É um apoio que não tem preço

F.V. Como é o relacionamento com o público capixaba?

W.C. Eu sempre tive um carinho muito grande pelo público capixaba, mesmo antes de conhecer o Marcos. Mas agora estou mais por aqui, obviamente, criando um vínculo. tenho quatro lugares que considero como casa. São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Vitória. Estou ansiosa para fazer um show no ES.