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Isis Valverde relembra rumores de relacionado com Cauã Reymond e acidente de carro

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Entretenimento

Isis Valverde relembra rumores de relacionado com Cauã Reymond e acidente de carro

Em entrevista à Rolling Stone, da edição de agosto, a atriz relembrou a fase difícil em sua vida, que foi seguida por uma prova de vida

Sucesso em A Força do Querer, Isis Valverde tem celebrado a boa recepção do público, que já passou por um período bastante conturbado quando ela foi apontada como affair de Cauã Reymond quando os dois gravaram Amores Roubados juntos, tendo culminado a separação do ator com Grazi Massafera.

Em entrevista à Rolling Stone, da edição de agosto, a atriz relembrou a fase difícil em sua vida, que foi seguida por uma prova de vida: um acidente de carro que a quase deixou tetraplégica:

- É doloroso falar disso. Foi... a vida, né? Eu realmente poderia ter perdido tudo. O médico me falou: Agradeça a Deus por você não estar tetraplégica ou morta. Ter fé não é rezar até Deus te ouvir. É você rezar até ouvir Deus. Deus, Oxalá, Brahma, sei lá. Cada um dá um nome. Eu chamo de Universo, de energia do Universo. A minha fé está na conexão com esse algo maior, com este planeta, com esta natureza toda. O acidente botou tudo na balança. A vida é efêmera, é passagem. Fui muito traída por amigos próximos, vivi mentiras horrorosas. Comecei a varrer todo mundo pra fora. Sai! Sai daqui! Eu não sou santa, tenho milhões de defeitos. Mas eu nunca conspirei contra os outros. Eu não fui criada assim, minha família nunca me instigou a alimentar inveja, ódio, raiva, a desejar o mal de ninguém. Por isso, quando as pessoas armam pra mim, eu caio. Eu não vejo as armadilhas. É bizarro, relembra a morena, que voltava de uma festa com um amigo e a prima, Mayara, quando o acidente aconteceu.

A prima dirigia o carro, enquanto Isis dormia no banco de trás. Ela quebrou a primeira vértebra da coluna, bem na base do crânio, mas se recuperou totalmente, sem sequelas.

O período difícil se tornou um aprendizado para a atriz, que já sabe lidar com as situações mais complicadas em sua vida:

- Ou você aprende a lidar com os imprevistos da vida ou você se ferra. Não tem essa de para a vida por favor, que vou ali fazer um pipi e já volto. O segredo é você se cercar de pessoas em quem você confia, pessoas com quem você se sente seguro, acolhido. Eu agradeço muito a todas essas pessoas que você vê à minha volta por não me deixarem desistir na hora em que eu queria desistir. Essas pessoas não me deixaram endurecer, porque isso seria o mais cabível a uma menina que veio de onde eu vim, que mudou pro Rio, ficou conhecida, que hoje tem milhões de pessoas perto dela. Ela aprendeu que não é todo mundo que vai gostar dela, que não é todo mundo que vai querer esticar a mão pra ela como era em Minas.

A atriz, que tem vivido um personagem para lá de leve, que mistura a ingenuidade e a esperteza de uma menina para lá de sensual vinda do Pará, ainda teme por viver uma grande vilã nas telinhas:

- Todo mundo tem raiva, mesmo que não a use nunca. Você pega essa raiva que você usou só aquela vez no trânsito e começa a trabalhar, e aquilo vai crescendo dentro de você. Eu tenho vontade, lógico, mas deve ser bizarro. Todas as atrizes que fazem vão sendo sugadas, ficam parecendo um maracujá. Não tem como dissociar a pele, o sentimento que você recebe, daquilo. Muito doido isso, né. Ator? Atormentado.

Aliás, atormentada Isis Valverde foi quando ainda estava na adolescência. Ela ainda conta em entrevista que sofreu muito machismo ao longo de sua vida no interior de Minas Gerais:

- Eu sofri muito com o machismo, porque eu era uma menina um pouco diferente das outras. Não gostava de brincar de boneca, de nada disso. Por que uma menina não pode brincar com um carrinho? Ninguém tinha paciência para as histórias que eu inventava, e quando eu saía para brincar queria brincar com os meninos. Queria me sujar no barro, montar cavalo no pelo, pular muro, roubar ovo da casa do vizinho. Eu só andava de peito de fora, não gostava nem de usar camiseta. Até o dia em que o seio começou a brotar e minha mãe disse: Bota o sutiã, minha filha. Não gosto, não quero. Aí, eu tô brincando com os meninos e um deles aponta pra mim, assim: Ó o peitinho dela!, e eu saí chorando, desesperada. Quando eu era criança, esse tipo de coisa nem passava pela minha cabeça. Fui a última a beijar na boca. Os meninos ficavam gritando pra mim: Isis sapatão! Isis sapatão!, porque eu não gostava de brincar de boneca e não queria beijar ninguém. Só fui pensar nessas coisas mais tarde, relembrou, ao contar que o primeiro beijo aconteceu aos 13 anos de idade.