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CBG firma acordo com o Ministério Público para combater assédio na ginástica

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Esportes

CBG firma acordo com o Ministério Público para combater assédio na ginástica

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) estabeleceu uma importante iniciativa neste domingo. Com o apoio do Ministério Público do Trabalho, a entidade organizará um movimento para combater o assédio moral e sexual na modalidade.

A medida foi definida durante a programação da Assembleia Geral Ordinária da confederação. Uma das resoluções tomadas foi firmar um Termo de Cooperação contra o Assédio Sexual e Abuso no Esporte com o Ministério Público do Trabalho.

O termo, assim, estabelece como princípio o combate ao assédio moral e sexual no esporte. Uma medida ainda mais importante após inúmeros casos de abuso não só na modalidade, como no esporte como um todo, virem à tona nos últimos meses.

Foi o caso do ex-médico da equipe norte-americana de ginástica Larry Nassar. Ele se declarou culpado por abusar de atletas sob disfarce de tratamento. Autoridades acreditam que ele tenha abusado de mais de 260 mulheres. Quase 200 delas testemunharam durante audiência da sentença, no início deste ano. Nassar foi condenado à prisão perpétua.

"Temos uma missão que nos foi dada há poucos meses durante o seminário técnico realizado pela Confederação de Ginástica e o COB. Esse era um tema pouco debatido no Brasil, mas por conta dos recentes escândalos nos Estados Unidos, tivemos o desafio de tratar dessa temática", explicou Paulo Schmitt, assessor jurídico da CBG. "Tivemos um debate bastante interessante com técnicos e outros profissionais envolvidos com a ginástica e agora estamos fazendo esse trabalho em pareceria com o Ministério do Trabalho."

Procurador geral do trabalho, Ronaldo Curado Fleury também falou sobre a importância da iniciativa. "Precisamos trabalhar esse tema, não só na ginástica, mas em todos os esportes. Quando discutimos isso, não estamos cuidando somente de atletas da seleção ou de alto rendimento, mas também daqueles que estão em formação, crianças, adolescentes, jovens e também adultos que se dedicam ao esporte."

Fleury comentou também sobre a importância da tomada de consciência de cada parte envolvida no esporte. "É importante em primeiro lugar a conscientização das atletas e dos atletas do que é o assédio moral e sexual. Para os dirigentes é importante saber fazer o acolhimento desses atletas que denunciam. E, também, é fundamental demonstrar aqueles que lidam com os atletas sobre as consequências civis desse tipo de abuso."

Para Valdirene Silva de Assis, coordenadora nacional da coordigualdade do MPT, o termo de cooperação será importante porque permitirá antecipar qualquer ocorrência de abusos. "O trabalho mais eficaz que nós temos é a prevenção. Esse termo de cooperação permite que o Ministério Público acompanhe a confederação e trabalhe no terreno da conscientização. Poucas pessoas conhecem o conceito do assédio sexual e moral, os malefícios que isso causa no ambiente de trabalho. Com tudo isso mais claro fica mais fácil de se educar sobre esse tema", completou.