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Independiente denuncia rede de prostituição de menores dentro do próprio clube

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Esportes

Independiente denuncia rede de prostituição de menores dentro do próprio clube

Uma séria acusação sobre o Independiente tomou conta ontem das manchetes da imprensa argentina. O clube de Avellaneda fez uma queixa depois de saber que alguns dos garotos da categoria 2001 (entre 16 e 17 anos) foram colocados em uma rede de prostituição nos últimos quatro meses. O suspeito de fazer isso é um jogador de 19 anos da própria equipe.

O esquema foi descoberto quando um dos meninos contou tudo a um dos psicólogos do clube. Fernando Berón, coordenador do juvenil do tradicional time argentino, apresentou a queixa na Unidade Fiscal de Investigação (UFI) de Avellaneda.

"Um dos garotos comentou a situação, falou com o coordenador do alojamento e dos juvenis. Rapidamente, tomamos a decisão, diante da existência de um delito, de realizar a denúncia", contou o vice-presidente do Independiente, Carlos Montana. "Isto aconteceu fora da habitação do Independiente, onde convivem diariamente 53 garotos."

O caso foi divulgado no programa No Todo Pasa, pelo jornalista Gustavo Grabia, que contou alguns dos detalhes do esquema. De acordo com ele, havia cinco meninos inclusos nessa rede de abuso infantil: eles cobravam dinheiro (disseram que cerca de mil pesos, aproximadamente R$ 160) para se prostituírem com homens mais velhos. Além disso, um árbitro juvenil de futebol também aparece envolvido como cliente. Em princípio, os dirigentes do clube argentino não sabiam do esquema de prostituição de seus jogadores da base.

Em nota, o Independiente confirmou o caso e se colocou à disposição da Justiça: "Na esteira dos fatos que já são de conhecimento público, o Club Atlético Independiente quer comunicar que fez a correspondente denúncia e colocou todos os elementos que estão a sua disposição e ao pessoal vinculado à área para que a Justiça atue em consequência. Obviamente, lamentamos este tipo de ação que envolvam a instituição em temas tão delicados e iremos até as últimas consequências para resolvê-lo".