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No jogo 6 mil e com Renato no banco, Santos busca classificação no Paulistão

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Esportes

No jogo 6 mil e com Renato no banco, Santos busca classificação no Paulistão

Uma efeméride e um jogador unem a partida de estreia do Santos no Campeonato Brasileiro de 2004 e o confronto desta quarta-feira com o Botafogo, às 19h30, na Vila Belmiro, pelas quartas de final do Paulistão: o volante Renato fez parte do elenco nos dois compromissos, históricos numericamente por serem o 5 mil e o 6 mil, respectivamente, do clube.

O fato raro confirma a longevidade de Renato no Santos e a sua ligação estreita com o time da Vila Belmiro, na segunda passagem e, possivelmente, em seus passos finais, pois está com 38 anos e nos últimos meses do seu contrato, que terminará ao fim temporada, embora nesse momento ele desconverse sobre a possibilidade de se aposentar.

"Já renovei o contrato dois dias antes do término. No meio do ano vou ter uma conversa com a família para ver se paro ou não no fim do contrato, mas tenho me sentido bem. Vai depender também do desejo do treinador e da diretoria", avisou.

Em 2004, quando participou da derrota por 3 a 2 para o Paraná no Pinheirão, Renato já era ídolo da torcida santista, tendo sido pela importante na campanha do título brasileiro em 2002. Meses depois, então, seria negociado com o Sevilla, onde deu sequência à sua carreira de sucesso.

Agora, então, o cenário é diferente. Titular absoluto do meio-campo santista desde o seu retorno em 2014, Renato perdeu esse status nas últimas semanas, ainda que tenha começado a temporada 2018 como capitão com o técnico Jair Ventura. Só que ele deixou essa condição após a derrota santista na estreia na Copa Libertadores, por 2 a 0 para o Real Garcilaso, em Cuzco. Agora, então, a sua vaga vem sendo ocupada por Léo Cittadini.

"É uma briga saudável, acontece em todas as equipes do mundo, cada um buscando seu espaço, sempre com respeito. O Renato é um gentleman, trabalhei com ele no Botafogo e está buscando seu espaço e o Léo buscando o dele. Todos vão crescendo com isso e só quem ganha é o Santos", disse Jair.

Após o jogo no Peru, Renato só atuou mais uma vez pelo Santos, na rodada final da fase de classificação do Paulistão, quando o treinador escalou os reservas e o time perdeu por 3 a 1 para o São Bento. Aquela foi a partida 399 do volante pelo clube. Assim, o duelo decisivo com o Botafogo, poderá ser o 400 da sua carreira pelo Santos, ainda que ele vá começar o confronto no banco de reservas.

"Vai ser especial quando chegar aos 400 jogos, todos de muita entrega e procurando fazer o melhor pelo Santos. Vou procurar fazer o melhor possível até o fim do meu contrato. Quero participar dentro de campo, mas também fora", comentou Renato, que agora ajuda promessas do elenco, como Léo Cittadini e Guilherme Nunes a se consolidarem no time.

No duelo desta quarta, o Santos jogará em busca da 3106ª vitória da sua história, resultado necessário para classificá-lo às semifinais do Paulistão, após o empate por 0 a 0 em Ribeirão Preto no último domingo. Nova igualdade forçará a disputa de pênaltis, enquanto a derrota eliminará precocemente o time.

O risco de queda, aliás, permeia os pensamentos no clube, pois foi nesta etapa que o Santos parou no ano passado, sendo batido pela Ponte Preta na disputa de pênaltis. Até por isso, o time adotou uma postura mais cautelosa no primeiro compromisso contra o Botafogo e teve êxito ao empatar por 0 a 0, ao contrário do que ocorreu no ano passado em Campinas, quando caiu por 1 a 0.

No duelo na Vila Belmiro, Jair terá a chance de repetir pela primeira vez a escalação santista, algo que poderia ter ocorrido em Ribeirão Preto, onde o treinador optou por promover a entrada do lateral-esquerdo Dodô, passando o polivalente Jean Mota para o meio-campo e sacando o argentino Vecchio.

Dessa vez, mesmo sem mudar a escalação, a expectativa é para um Santos bem mais agressivo. "Os adversários sabem da força que o nosso time tem na Vila Belmiro. Quando a torcida inflama e joga junto, é muito difícil vencerem a gente aqui dentro", disse o zagueiro David Braz.

No Botafogo, o técnico Léo Condé teve pouco tempo para trabalhar com bola, mas também não precisa se preocupar com nenhum jogador suspenso ou machucado. A reapresentação do elenco aconteceu na segunda-feira, um dia depois do primeiro jogo. Após o almoço os jogadores já embarcaram para Santos, sem tempo para treinamentos. O clube chegou ao final do dia, concentrou e só treinou nesta terça-feira, no gramado do estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista.

"Nesta reta final não dá tempo e não é conveniente se treinar. É preferível investir no repouso e na boa alimentação, acertando o time na base da conversa, apontando erros e indicando caminhos", disse Leo Condé.

Lelê, expulso contra o Corinthians na 12.ª rodada da primeira fase, poderia estar à disposição, mas o treinador optou por não relacionar o meia. Além disso, Léo Condé apostou no esquema com três volantes nos jogos fora de casa, opção que deve adotar novamente. Com isso, Walfrido pode ganhar a posição de Lucas Taylor, recompondo o meio de campo.

Lucas Taylor é lateral-direito de origem, mas atuou como ponta no primeiro jogo, buscando a profundidade pelos lados, opção que não deu certo. No Santa Cruz, o Botafogo teve dificuldade para sair da marcação santista e levou pouco perigo ao adversário. A ideia agora, fora de casa, é atuar no contra-ataque, jogando por uma oportunidade para surpreender o adversário.