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Jair nega que Santos tenha sido massacrado, mas dá razão a protesto de torcedores

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Esportes

Jair nega que Santos tenha sido massacrado, mas dá razão a protesto de torcedores

"Foi um jogo onde uma equipe fez uma excelente partida e em que nós não fizemos uma grande partida"

Depois de ver o Santos ser arrasado por 5 a 1 pelo Grêmio, na noite deste domingo, na arena gremista, em Porto Alegre, o técnico Jair Ventura negou que o seu time tenha dado um vexame neste duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador, porém, deu razão a torcedores que protestaram contra a equipe e o próprio comandante por meio de pichações feitas no Santos Business Center, uma espécie de subsede do clube, que fica próxima ao estádio do Pacaembu na capital paulista.

Ao ser questionado por um repórter, em entrevista coletiva, se o seu time foi "massacrado" pela equipe gaúcha no duelo deste domingo, o treinador respondeu: "Foi um jogo onde uma equipe fez uma excelente partida e em que nós não fizemos uma grande partida. O que eu vejo é um placar elástico obtido por um time que vem sendo treinado por um treinador (Renato Gaúcho) há muito tempo e em contrapartida um Santos que não fez um bom jogo. Não acho que seria essa palavra (massacrado) que você usou, mas você pode colocar como quiser".

Já ao comentar o ato de vandalismo cometido contra a subsede do Santos em São Paulo, onde as frases "time sem vontade", "cadê o meia? Peres bostão" e "escala direito, Jair FDP" foram pichadas, o comandante considerou o protesto como algo natural depois de uma derrota tão expressiva como foi esta sofrida na capital gaúcha.

"Eles (torcedores) têm toda razão. Imagina você ser torcedor e ver sua equipe perder de um placar elástico como esse. Faz parte da vida do treinador, é hora de a gente saber apanhar e poder reverter no próximo jogo, na quinta-feira", afirmou Jair, já projetando o duelo diante do Luverdense, na Vila Belmiro, pelo confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Com uma partida a menos do que quase todos os outros times do Brasileirão, pois o confronto diante do Vasco, pela terceira rodada da competição, no Pacaembu, foi adiado para ocorrer apenas depois da Copa do Mundo, o Santos corre o risco de entrar na zona de rebaixamento do torneio nesta segunda-feira. Isso ocorrerá se a Chapecoense, 17ª colocada, com dois pontos, bater o Paraná na partida que começa às 20 horas, na Arena Condá, em Chapecó (SC), onde será fechada a quarta rodada - a equipe santista tem três pontos e hoje ocupa o 16º lugar.

Nas frases pichadas na noite deste domingo, em São Paulo, os vândalos santistas criticaram também José Carlos Peres, atual presidente do clube, e cobraram a contratação de um meio-campista. E o mandatário santista chegou a viajar ao México para tentar acertar com Lucas Zelarayán, meia do Tigres, mas não teve sucesso.

PRESTIGIADO - Nos vestiários da Arena Grêmio, o vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, afirmou que a contratação de um jogador para esta se posição se tornou algo "urgente" e que nesta segunda-feira dirigentes do clube tratarão do assunto em reunião do Comitê de Gestão alvinegro. E, ao falar sobre a atual situação de Jair Ventura, ele destacou que o comandante "segue prestigiado, apesar da derrota". "A gente sabe que ele não tem peças importantes e tem feito o possível com o que tem à disposição", enfatizou.