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Rússia recua e decide permitir ida à Copa de jornalista que denunciou doping

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Esportes

Rússia recua e decide permitir ida à Copa de jornalista que denunciou doping

A Rússia aceitou conceder um visto para cobertura da Copa do Mundo por um jornalista alemão cujo trabalho revelou um vasto esquema de doping no atletismo do país. Assim, as autoridades russas recuaram na decisão que na semana passada provocou indignação na Alemanha. No entanto, Hajo Seppelt deve responder a um questionário se ele for ao torneio, advertiu uma entidade das forças de segurança da Rússia.

A ARD, a rede de televisão pública na Alemanha, denunciou que o visto de Seppelt para a Copa do Mundo foi declarado nulo na semana passada, observando que ele aparecia em uma lista de "personas non gratas". Autoridades alemãs, entre eles o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, pediram publicamente para a Rússia reconsiderar a decisão.

"(A Rússia) Acaba de nos informar que Hajo Seppelt pode entrar no país ao menos para a Copa do Mundo. Ainda estamos pressionando por uma cobertura com liberdade", escreveu o ministro em seu perfil no Twitter.

O Comitê de Investigação, uma agência de segurança da Rússia, disse em um comunicado que vai insistir para que Seppelt seja interrogado sobre o seu trabalho se ele viajar para o país.

Esse questionamento seria parte da investigação na Rússia sobre Grigory Rodchenkov, o ex-diretor do laboratório antidoping do país que denunciou a trama. Rodchenkov atualmente reside nos Estados Unidos, fazendo parte de um programa de proteção a testemunhas.

O Comitê de Investigação alega que Rodchenkov inventou seu depoimento sobre doping de atletas russos nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014 e seu encobrimento pelo governo. Além disso, o acusa de ter enganado atletas limpos para que consumissem substâncias proibidas.

A Fifa disse nesta terça-feira que "a liberdade de imprensa é de suma importância". "Lamentamos o inconveniente que o jornalista teve e reiteramos que a Fifa e a anfitriã Rússia oferecerão as melhores condições possíveis de trabalho para todos os trabalhadores da imprensa", acrescentou.