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Após superar choque elétrico, atleta vence campeonato no ES e é promessa para Olimpíadas

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Esportes

Após superar choque elétrico, atleta vence campeonato no ES e é promessa para Olimpíadas

Bruna Elias é cotada como uma grande revelação brasileira para disputa das Olimpíadas de 2020, que será realizada em Tóquio, no Japão

A gaúcha Bruna Elias, de 17 anos, foi campeã, pela categoria Júnior, do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike Cross Country, realizado no último domingo (23), no município de Domingos Martins, região serrana do Espírito Santo. A atleta participou pela quarta vez de uma competição nacional, levou o quarto título e é cotada como uma grande revelação brasileira para disputa das Olimpíadas de 2020, que será realizada em Tóquio, no Japão.

A competição acontece uma fez por ano e é decidida em prova única. Domingos Martins foi o local de estreia de Bruna na categoria Júnior.

 "As categorias Júnior, Sub 23 e a Elite somam pontos para o ranking mundial. Basicamente a partir desta categoria em que fui campeão é que os atletas começam a ascender no esporte. Pretendo continuar treinando bastante para conseguir chegar à Elite, caminho para as Olimpíadas, que é o sonho de todos os atletas", diz a atleta.

Bruna iniciou as primeiras pedaladas com apenas 11 anos de idade. O incentivo partiu do pai e do tio, que já pedalavam e influenciaram toda a família a iniciar a prática esportiva. "Há seis anos, eu comecei pois meu pai levou a família inteira para pedalar por questão de saúde. Meu início foi assim e eu fazia por lazer. Até que um dia tivemos a ideia de começar a competir. Desde então eu venho me destacando", comenta Bruna.

Superação

O ciclismo foi responsável pela superação do trauma causado por um acidente doméstico ocorrido com Bruna. A atleta levou um choque elétrico na mão esquerda que quase a levou a morte. O esporte fez com que Bruna retomasse novamente a vontade de viver.

"Quando me acidentei, tinha feito apenas uma competição e eu estava me preparando com meu pai, que é o meu treinador. Fiquei afastada por três meses. Conversei com um médico que disse que era bom praticar a atividade física para melhorar a circulação de sangue na mão. Muitas competições eu fui com a mão enfaixada. Passei também por algumas cirurgias, tive o risco de amputação, mas graças a Deus consegui a superação", relata.

Esporte para menina

Quem disse que Mountain Bike não é esporte de menina? Bruna revela que a mãe tinha o desejo de que ela se tornasse uma modelo, mas a jovem se apaixonou pelo esporte. Ela revela ainda que tem o desejo de ver mais mulheres no Mountain Bike, pois é um esporte que as tornam guerreiras pela exigência física presente na modalidade. 

"Tem gente que acha estranho e questiona: 'Ah, mas bicicleta não é para homem?!'. Ainda existe um pouco disso. Mas eu me sinto especial em fazer parte desse esporte que sou apaixonada. O meu dia começa depois que eu pedalo, sabe? A participação da mulheres é importante. Sempre considero quem pedala uma pessoa bruta, porque é um esporte que exige muito da pessoa. Passamos horas em cima da bicicleta e a atividade trabalha muito todo o corpo. Considero as mulheres que praticam esse esporte muito fortes e verdadeiras guerreiras".

"O início é muito difícil. Eu lembro que as primeiras vezes em que saía para pedalar, ficava toda dolorida. Muitas vezes pensava em parar, mas meu pai sempre me incentivou a continuar. Depois que você enxerga a diferença que o esporte faz na sua vida, é transformador. Esse esporte é capaz de mudar a vida de jovens, como mudou a minha. O que digo para as mulheres é que continuem, por mais que seja uma meta muito alta, quando conseguimos nos superar, a sensação é incrível", ressalta.