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Presidente do Flu critica polícia e diz não ter informações sobre investigação

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Esportes

Presidente do Flu critica polícia e diz não ter informações sobre investigação

A chamada Operação Ingenium foi criticada pelo dirigente do clube pela suposta falta de informação à disposição do time

O presidente do Fluminense, Pedro Abad, criticou a operação deflagrada na terça-feira para investigar suspeita de pagamento de propina a integrantes do Corpo de Bombeiros. O time carioca é suspeito de fazer o pagamento para ter liberada a utilização do estádio Giulite Coutinho, na Baixada Fluminense.

Sem poder jogar no Maracanã no ano passado porque o estádio estava à disposição do Comitê Rio-2016, o Flu firmou parceria com o América-RJ para usar o Giulite Coutinho, em Mesquita. A intenção do clube era utilizar o local desde o início do Campeonato Brasileiro, em maio. Mas os bombeiros demoraram a fornecer os laudos de liberação, o que só aconteceu em julho do ano passado.

A chamada Operação Ingenium foi criticada pelo dirigente do clube pela suposta falta de informação à disposição do time. "Inicialmente eu quero dizer que o Fluminense nunca foi chamado para esclarecer nenhum fato nem nenhum documento. O Fluminense também não teve acesso a nada do que diz respeito a esse esquema de fraudes que vem sendo noticiado na imprensa", disse o presidente, em vídeo publicado nas redes sociais.

"O Fluminense não tem sequer como dizer nada acerca do que vem sendo investigado. Isso é um absurdo porque o Fluminense é uma instituição de 115 anos, que tem uma história linda no contexto esportivo e social do Brasil. E não pode, de forma alguma, ter seu nome colocado na imprensa ou por autoridades como suspeito de alguma coisa, sem que o Fluminense tenha sequer a chance de dizer o que está acontecendo", declarou.

Pedro Abad criticou indiretamente a polícia por não ter acesso às informações da operação, que teve apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança (SSINTE), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO-IE) e da Polícia Civil.

"Ninguém sabe o que aconteceu ali, a não ser a própria polícia. O Fluminense tem o direito de saber porque o nome dele está sendo envolvido nesse tipo de suspeição, e o Fluminense vai atrás dessas informações. O Fluminense nunca se recusou a colaborar com nenhuma autoridade em nenhum assunto", afirmou.

O presidente do clube disse ainda que vai buscar as devidas informações sobre a investigação para poder defender o Fluminense. "O Fluminense vai atrás sobre o que está acontecendo nesse inquérito para poder se manifestar com muito mais segurança, acerca do que estão dizendo sobre o nosso clube. Você pode ter certeza que o Fluminense tem uma gestão séria, transparente e comprometida com a defesa do clube."

Durante a realização da operação, na terça-feira, investigadores da Corregedoria Geral Unificada (CGU) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revelaram que o estádio Giulite Coutinho foi um dos estabelecimentos liberados mediante pagamento de propinas a bombeiros militares.

Com base em escutas telefônicas, eles descobriram uma suposta organização criminosa de venda ilegal de documentos para funcionamento de estabelecimentos comerciais. Os esquemas de corrupção ocorreriam no âmbito do setor de engenharia de diversos grupamentos de bombeiros militares. Os crimes teriam ocorrido, principalmente, no 4º GBM (Nova Iguaçu), no 14º GBM (Duque de Caxias) e no GOPP, o Grupamento de Operações com Produtos Perigosos. O estádio do América-RJ estaria entre eles.