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Elano quer continuar 'parceiro' dos atletas e diz que aceitaria ser efetivado

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Esportes

Elano quer continuar 'parceiro' dos atletas e diz que aceitaria ser efetivado

Elano afirmou que colocou em prática novas ideias de trabalho, mas ressaltou que o trabalho como auxiliar dos últimos treinadores foi importante para acumular experiência

Um dia antes da vitória por 3 a 1 sobre o Atlético Mineiro, os jogadores do Santos ficaram acordados até as duas horas da manhã. Problema? Longe disso. O elenco estava acompanhado do técnico interino Elano, que quer continuar sendo considerado um "parceiro" dos atletas.

"Ontem (sexta-feira) nós ficamos até duas horas da manhã no refeitório. Tomando café, contando piada e vendo NBA. Então cara, este é o ambiente. Eu quero trabalhar, mas quero ser amigo, parceiro", disse Elano, neste sábado, na entrevista coletiva logo depois da partida no estádio da Vila Belmiro, em Santos.

O jogo marcou a estreia do ex-jogador como técnico interino na Vila Belmiro. E seu primeiro jogo não poderia ser melhor. Do banco de reservas, assistiu Arthur Gomes ser um dos destaques da partida. O jovem atacante, que não vinha sendo aproveitado por Levir Culpi, foi a principal aposta de Elano para o time titular.

O técnico interino, no entanto, preferiu não polemizar. Ele afirmou que durante a semana colocou em prática novas ideias de trabalho, mas ressaltou que o trabalho como auxiliar dos últimos treinadores do Santos foi importante para acumular experiência.

"Eu tenho a minha maneira de trabalhar. Tenho minhas ideias, meu perfil. Então, a partir do momento que eu sou o treinador, eu coloco minhas ideias, treino do meu jeito. Algumas coisas vão ser diferentes do que estavam sendo feitas. Mas o que foi feito deu muitos frutos porque eu trabalhar com o Dorival (Junior) e o Levir meu deu uma certa bagagem para esse momento de hoje. A experiência de você ser um auxiliar por sete, oito meses é positiva", afirmou Elano.

Sobre a possibilidade de ser efetivado em 2018, o interino afirmou que aceitaria o cargo caso fosse convidado pela diretoria do clube. "Não tem como recusar. É uma proposta irrecusável, assim como foi com o (Fábio) Carille. Esse momento é delicado porque é um momento político. Eu tenho a minha carreira também, então não posso cravar nada. Eu estou fazendo o melhor para o Santos, que é trabalhar, fazer o Modesto feliz e fazer o time ganhar", disse.

Bicampeão brasileiro pelo clube como jogador, Elano disse ainda que o clube segue sonhando com o título do campeonato deste ano. "A gente sabe que não é tão simples assim ganhar um Campeonato Brasileiro. Mas o campeonato está aberto. Não só eu tenho que sonhar, os jogadores também. Sonhar é livre e a gente acredita", completou.