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Criticado, Alex Muralha indica desejo de sair do Flamengo em 2018

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Esportes

Criticado, Alex Muralha indica desejo de sair do Flamengo em 2018

Ele revelou ter sofrido ameaças após os seus erros e demonstrou interesse em dar a volta por cima na sua carreira com a camisa de outro clube

O goleiro Alex Muralha indicou que não deve permanecer no Flamengo em 2018. Alvo de intensas críticas por falhas que o fizeram perder espaço no time mesmo com lesões sofridas por companheiros de posição, ele revelou ter sofrido ameaças após os seus erros e demonstrou interesse em dar a volta por cima na sua carreira com a camisa de outro clube, antes de tentar provar o seu valor pelo time.

"Não sei se continuo no ano que vem porque ainda tenho contrato. Sofri ameaças e fiquei um bom tempo sem sair na rua, não ia nem na padaria, não ia no cinema com a minha mulher. Mas, se eu sair, quero voltar para cá e mostrar quem sou. Não quero que ninguém tenha pena de mim, quero me recuperar e ser grande dentro do Flamengo", afirmou, em entrevista à Rede Globo.

Alex Muralha apontou que o momento mais difícil desse ano turbulento se deu no embarque para a Colômbia, onde o Flamengo enfrentou o Junior Barranquilla pelas semifinais da Copa Sul-Americana. Dias após falhar nos gols do Santos na derrota do time carioca por 2 a 1 pelo Campeonato Brasileiro, ele precisou de escolta policial para escapar dos protestos de um grupo de torcedores.

"O limite foi quando viajei para a Colômbia, sendo escoltado por pessoas armadas. Sabia que teria protestos, mas aquilo foi demais", afirmou Alex Muralha, que acabou não mais entrando em campo pelo Flamengo após o duelo com o Santos, sendo substituído por César na reta final da temporada.

Além disso, Alex Muralha reconheceu que as críticas abalaram a sua confiança. "Chegou um momento em que eu fiquei em dúvida eu era bom ou realmente era aquilo que falavam de mim. As críticas afetam, não tem como", comentou.

O goleiro apontou que o falecimento da sua avó foi um marco que pode ter atrapalhado a sua concentração e o desempenho em campo. "Tive a perda da minha avó, uma pessoa que foi muito fundamental na minha vida. Quando ela faleceu, tinha jogo no fim de semana, peguei meu carro, dirigi por oito horas, fui no velório, no mesmo dia voltei, treinei na sexta e tive que jogar um clássico contra o Fluminense em Cariacica. Depois daquilo, começou a me abater. Ela foi muito importante", comentou.