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Aumenta pressão pela renúncia de Kuczynski no Peru, após vídeos

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Aumenta pressão pela renúncia de Kuczynski no Peru, após vídeos

A pressão pela saída do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, aumentou nesta quarta-feira, após vários de seus aliados terem sido gravados em vídeos supostamente tentando comprar votos no Congresso para evitar sua destituição. Até mesmo legisladores governistas, como Salvador Heresi, pediram que ele "renuncie pensando primeiro no Peru", ameaçando votar a favor da destituição, casso Kuczynski não se afaste. "O que vimos nos vídeos divulgados ontem é vergonhoso", afirmou Heresi em sua conta no Twitter.

Líder do principal partido oposicionista, Keiko Fujimori publicou na véspera em sua conta na mesma rede social que "o Peru volta a ser testemunha de negociações para a compra de congressistas". Ela também pediu o afastamento do presidente.

Em um dos vídeos vazados, é possível ver o funcionário do governo Freddy Aragón explicando ao legislador oposicionista Moisés Mamani, da Força Popular, que ele pode ganhar muito dinheiro em projetos de infraestrutura, caso fique ao lado dos governistas. Em outro vídeo, Kenji Fujimori, irmão de Keiko e aliado do governo após o indulto que Kuczynski concedeu ao pai dele, Alberto Fujimori, comentou com Mamani que aqueles que votaram pela destituição "tiveram as portas fechadas", em referência à fracassada tentativa anterior de destituir o líder, em dezembro.

Nesta quinta-feira, o Congresso unicameral peruano deve realizar a votação e pode destituir Kuczynski por "incapacidade moral permanente", por suas relações com a companhia brasileira Odebrecht, quando ele era um funcionário importante do governo de Alejandro Toledo (2001-2006). Fonte: Associated Press.