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Dom de cuidar dentro e fora de casa: mulheres representam mais de 80% dos profissionais de enfermagem no ES

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Dom de cuidar dentro e fora de casa: mulheres representam mais de 80% dos profissionais de enfermagem no ES

Segundo o Conselho Regional de Enfermagem do Estado, ao todo são 32.595 profissionais do sexo feminino e 4.520 do sexo masculino

Thaiz Blunck

Redação Folha Vitória

Toda mulher nasce com o dom do cuidado, proteção e há tempos essas qualidades deixaram de ser vistas somente dentro do lar. Embora ainda tenha muita luta pela frente, elas ocupam cada vez mais cargos importantes e hoje representam a maioria em diversos setores do mercado de trabalho.

Há mais de 20 anos, a capixaba Adriani Ribeiro escolheu exercer a 'profissão cuidar' dentro e fora de casa. Ela faz parte das 32.595 profissionais de enfermagem do gênero feminino que atuam no Espírito Santo e juntas representam 86,1% da taxa de ocupação na profissão, a maior do Estado.

Segundo o Conselho Regional de Enfermagem do Estado, ao todo são 32.595 profissionais do sexo feminino e 4.520 do sexo masculino, sendo 22.104 técnicas, 2.795 técnicos, 6.942 enfermeiras, 1.251 enfermeiros e 3.536 auxiliares de enfermagem mulheres e 472 homens. 

Formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), desde 1996 Adriani, que hoje atua como assessora de fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem do Estado, dedica sua vida à cuidar de outras pessoas e, apesar da rotina muitas vezes exaustiva, encontra um tempo também fazer 'hora-extra'.

"Na prática, como enfermeira, eu trabalho 8 horas por dia. Mas a gente sempre acaba tendo um outro olhar mesmo quando não estamos exercendo a profissão. Não dá para se desligar totalmente e mesmo quando estamos em casa sempre estamos ajudando algum familiar, amigo ou alguém que precisa, conta.

A predominância das mulheres na profissão, segundo ela, se deve às características femininas, muitas delas oferecidas a partir da maternidade."Na enfermagem, a predominância sempre foi do sexo feminino, se a gente pensar na história. A figura masculina foi inserida na profissão há pouco tempo e essa feminilização acontece por conta de diversos fatores. Preponderantemente a enfermagem é uma profissão feminina porque a mulher tem uma certa empatia, maior sensibilidade pela dor do outro. Não que os homens não tenham, mas a questão do instinto materno oferece muito isso para nós", conta.

Aos 50 anos de idade, ela se diz realizada e feliz na profissão e garante que não pretende se aposentar tão cedo. "Ainda tenho muito para contribuir e não quero me aposentar por agora. Enquanto tiver força e energia vou continuar na enfermagem porque é a minha profissão, o que escolhi pra vida e me sinto muito realizada. 

Mulheres no Mercado

Segundo o Ministério do Trabalho, a maioria das mulheres está concentrada em ocupações relacionadas a serviços administrativos, de educação e saúde. Segundo dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2016, as principais profissões desempenhadas por elas eram a de auxiliar de escritório, assistente administrativo, vendedora do comércio varejista e faxineira. No entanto, apesar de não aparecerem entre as cinco principais ocupações femininas, as professoras lideram o ranking das profissões ocupadas por mulheres. 

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a atividade de professora se divide em 76 especialidades e, quando agrupadas, totalizam 3,1 milhões de profissionais registrados na Rais em 2016, sendo que as mulheres são responsáveis por 2,3 milhões de vínculos.

As professoras ultrapassam o número de auxiliares de escritório (1.294,071) e assistentes administrativos (1.291,933). Entre as vendedoras do comércio varejista, as mulheres ocupam 1,1 milhão dos mais de dois milhões de trabalhadores registrados nessa ocupação. Elas representam 73,20 % dos 1,3 milhões de postos de trabalho ocupados por auxiliares de serviços gerais.

Setores - O setor econômico em que as mulheres são maioria é o da Administração Pública. Dos 8,8 milhões de postos de trabalho, 59% são de mulheres. Elas ocupam quase a metade do setor de Serviços (48,8%), e se destacam no subsetor relacionado a área da saúde (médicos, odontológicos e veterinários), sendo 1,5 milhão de mulheres e apenas 467 mil homens.

Regiões - De acordo com a Rais 2016, a maioria das professoras estavam concentradas na região norte, com 1,7 milhão de vínculos ativos no ano. Seguida da região sudeste, com 992,942 e nordeste (577.460). Os estados com maior número de professoras são São Paulo, com 555,1 mil postos de trabalho ocupados por mulheres, Rio de Janeiro (229,2 mil) e Minas Gerais (168,9 mil)..