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Itália: primeiros resultados indicam vantagem da coalização de Berlusconi

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Itália: primeiros resultados indicam vantagem da coalização de Berlusconi

As primeiras projeções dos resultados da eleição na Itália indicam que a coalização de centro-direita, liderada por Silvio Berlusconi, tinha 36% dos votos válidos para o Senado, com 7% dos votos contabilizados, segundo a rede de televisão italiana RAI. Enquanto isso, o antiestablishment Movimento Cinco Estrelas tinha 31,8% dos votos válidos e a coalizão de centro-esquerda, liderada pelo Partido Democrático, tinha 24,7%.

Já para a Câmara, as primeiras projeções apontavam 36% dos votos para a coalização de centro-direita, 32,5% dos votos para o Movimento Cinco Estrelas e 22,9% dos votos para a coalização de centro-esquerda.

As projeções indicavam que o Movimento Cinco Estrelas foi o partido mais votado - desconsiderando as coalizões. Nenhum partido ou coalização tinha maioria absoluta para formar o governo até o momento.

Segundo pesquisa de boca de urna encomendada pela RAI, a coalizão de centro-direita receberia entre 33% e 36% dos votos para a Câmara e entre 33,5% e 36,5% dos votos para o Senado, o que lhe daria entre 225 e 265 assentos na Câmara, de um total de 630. Isso faria com que a aliança, que, além do Força Itália, partido de Berlusconi, tem uma sigla anti-imigração e um grupo de extrema direita cuja origem remete ao movimento fascista da Itália - fosse a maior coalizão no Parlamento italiano.

Enquanto isso, segundo a boca de urna, o Movimento Cinco Estrelas receberia entre 29,5% e 32,5% dos votos na Câmara, o que lhe daria entre 195 e 235 assentos na Câmara, além de 75 a 115 assentos no Senado, ultrapassando os 163 lugares no Parlamento que a sigla conquistou em 2013. Ainda conforme a boca de urna, a aliança de centro-esquerda ficaria com 24,5% a 27,5% dos votos para a Câmara. Os resultados finais serão divulgados na manhã de segunda-feira.

Se os resultados confirmarem um parlamento amplamente fragmentado, provavelmente levaria semanas ou meses de negociações na tentativa de formar um novo governo.

Como a maior coalizão única, a aliança liderada por Berlusconi pode exigir o direito de tentar formar um governo minoritário que dependesse do apoio de outros partidos para obter votos de confiança. Berlusconi não poderá ser primeiro-ministro, pois ele foi banido de cargos públicos até o ano que vem devido a uma condenação por fraude fiscal. Mas ele mostrou apoio ao presidente do Parlamento Europeu Antonio Tajani, um aliado de longa data, como primeiro primeiro-ministro da Itália.

Do mesmo modo, como o partido único mais votado, o Movimento Cinco Estrelas também pode insistir em tentar formar um governo minoritário, embora os analistas considerem esse resultado como menos provável. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.