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Se Europa for atacada em guerra comercial, reagiremos sem fraqueza, diz Macron

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Se Europa for atacada em guerra comercial, reagiremos sem fraqueza, diz Macron

Líderes da União Europeia expressaram sua frustração com as táticas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que ele está exercendo pressão indevida sobre aliados importantes ao permitir um período de apenas um mês para negociar uma isenção de tarifas punitivas em aço e alumínio. Entre os líderes que se expressaram em relação a questões comerciais, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que, se a Europa for atacada em uma guerra comercial, "reagíramos sem fraqueza".

A Casa Branca estabeleceu o prazo de 1º de maio para que as negociações de isenção sobre a imposição de tarifas sobre as importações de aço e de alumínio. A UE ficou isenta de sofrer as tarifas dos EUA até a data estabelecida. "A solução não é considerada satisfatória", afirmou Macron. Ele insistiu que Trump estava adotando a abordagem errada para combater práticas de dumping, em que os países superproduzem um bem e o vendem no mercado por preços muito baixos. "A estratégia dos EUA é uma estratégia ruim", disse o presidente francês. Para ele, a UE não deve assinar tratados comerciais com países que não respeitam o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

Apesar das conversas de alto nível planejadas com os EUA para lidar com os desequilíbrios comerciais em torno dessa questão, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, comentou que as cinco semanas não serão suficientes para negociações coerentes. "Parece-me altamente impossível cobrir todos os problemas que temos de discutir com nossos parceiros americanos de agora até 1º de maio e estamos pedindo uma isenção permanente", disse. Macron também alertou que, se Trump impusesse as tarifas, a UE estaria pronta para contra-atacar. "Se formos atacados, reagiremos e não mostraremos fraqueza. Todo mundo deveria perceber isso."

A UE já tem uma lista de produtos americanos preparada para retaliação, incluindo jeans, motocicletas e suco de laranja, entre outros. O bloco procura prejudicar indústrias que são importantes para o eleitorado de Trump. O bloco reconheceu que existem problemas fundamentais na indústria metalúrgica, mas afirmou que deve haver cooperação transatlântica em vez de concorrência. "Essas discussões entre aliados e parceiros não devem estar sujeitas a prazos artificiais", disse a chefe de comércio da UE, Cecilia Malmstrom.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, também comentou sobre o assunto, ao apontar que o bloco europeu deseja continuar o diálogo comercial com os EUA, mas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Fonte: Associated Press.