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Villas Bôas: Não será em 10 meses que a violência no Rio será resolvida

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Villas Bôas: Não será em 10 meses que a violência no Rio será resolvida

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, se disse otimista e preocupado com o cumprimento de metas pelo Exército brasileiro na intervenção federal que ocorre no Rio de Janeiro. Segundo ele, não serão em 10 meses que o problema da violência no Estado será solucionado.

"Eu estou otimista e preocupado, confesso que muito preocupado pela incerteza de que vamos atingir todos os objetivos, mas a nossa determinação é sair e deixar o legado de uma mudança nas estruturas, de forma que elas tenham condições por si só", disse o general após participar nesta terça-feira, 20, da cerimônia de abertura do seminário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Visão 2035: Brasil desenvolvido.

De acordo com o Villas Boas, as metas envolvem todo sistema de segurança pública, o sistema prisional, que ele chamou "chave", e a lei de execução penal.

"Toda a estrutura tem que se adequar à maneira efetiva como nós temos que atuar para atingir as estruturas do crime organizado, isso tudo vai demandar", afirmou. "Não serão solucionados nesses 10 meses restantes, isso vai ter que prosseguir."

Villas Boas ressaltou que o Rio de Janeiro tem mais de 800 comunidades e que a Vila Kennedy, na zona oeste da cidade, serviu como um "efeito demonstração".

"Nós temos que considerar que o Rio de Janeiro tem mais de 800 comunidades, nessa fase inicial vamos procurar ter uma ação mais extensiva possível, para nós conseguirmos melhorar a percepção da segurança pela população, mas o planejamento detalhado está com o interventor", explicou Villas Boas, referindo-se ao general Walter Braga Netto.

A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), citado por ele em seu discursos no seminário do BNDES como um "assassinato terrível", teve o poder de polarizar a sociedade, na opinião do general.

"Esperamos que seja elucidado o mais rápido possível, mas rapidamente se estabeleceu uma rede de solidariedade internacional, nos colocou numa questão que extrapola a segurança publica, envolve igualdade racial, violência contra as mulheres", avaliou.