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Incêndio é forma comum de tentar atrapalhar a investigação, explica perito

Morte irmãos carbonizados

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Geral

Incêndio é forma comum de tentar atrapalhar a investigação, explica perito

Com prisão temporária de George Alves, pai e padrasto dos meninos carbonizados em Linhares, é possível haver entendimento de homicídio no caso

Perito criminal por dez anos da polícia técnica e delegado de polícia por 25, Marcos Antonio Jager, explica que o incêndio é uma forma comum de tentar atrapalhar a investigação da Polícia Civil.

"É um dos meios preferidos. O incêndio é um destruidor de provas por natureza. É muito mais difícil investigar um homicídio com incêndio, por exemplo. A simulação de incêndio é possível e ocorrente no Espírito Santo", conta Jager.

Contudo, apesar de destruir provas, o incêndio também pode fornecer outras informações para os peritos que atuam em casos de investigações com utilização de provas técnicas.

"O incêndio destrói as provas, mas por si só também 'fala'. Pela intensidade do calor, pelos locais que foram destruídos, é possível determinar o foco e afastar informações que o suspeito tenha dado de maneira equivocada. Há também muitos outros vestígios que não são destruídos por incêndio, como marcas de sangue por exemplo. Há sempre alguma coisa que se pode fazer", clarifica.

O Tenente Coronel Ferrari, comandante do segundo batalhão de Bombeiros Militares, perito de incêndio e perito encarregado do caso dos meninos carbonizados de Linhares explica outras formas de provas produzidas por incêndio em casos de perícia criminal.

"Um exame do legista pode informar se há vestígios de fuligem no pulmão, mas tem outros tipos de exame. Se o legista consegue alcançar uma porção de sangue no corpo, pode detectar se a pessoa respirou monóxido de carbono no incêndio, ou seja, se ela estava viva ou não no momento do sinistro", determina o comandante.

Prisão temporária

O advogado criminalista Cassio Rebouças explica que o pedido de prisão temporária de Georgeval Alves Gonçalves, de 36 anos, conhecido como pastor George Alves, pai do menino Joaquim, de 3 anos, e padrasto de Kauã, de 6, mortos carbonizados durante um incêndio, em Linhares, é baseada em dois fundamentos: na necessidade imprescindível às investigações e na prática de um dos crimes. Ou seja, para que ela seja pedida, é necessário que a autoridade responsável pelo caso entenda a possibilidade de um crime.

"A prisão temporária decretada neste momento é estabelecida, pelo menos de acordo com a lei, em fundadas razões de práticas de algum crime previsto no rol da lei de prisão temporária, homicídio um deles", detalha.