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A mudança dos Meios de Comunicação

folha vitória 11 anos

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Geral

A mudança dos Meios de Comunicação

O projeto Conexão Folha Vitória visa parcerias com instituições de ensino e disponibiliza espaços para troca de experiências entre acadêmicos e profissionais da área jornalística. Nessa 1ª série de reportagens os alunos de comunicação da Faesa abordam temas que impactam o jornalismo atual.

Reportagem: Ingrid Nerys - aluna 3º período

Os Meios de Comunicação de Massa tem um papel importante para a sociedade. Através deles que obtemos informação, cultura, entretenimento, entre outros. A sociedade reflete o que passa na televisão, rádio, e agora muito mais na internet.Mas você sabe como tudo começou?

Rádio

O rádio começou a ser usado como meio de comunicação de massa em 1920, nos Estados Unidos, e só chegou no Brasil 2 anos depois. Em 1922, o rádio foi inaugurado nas comemorações do centenário da independência do país, pela fala do presidente Epitácio Pessoa.

No entanto, somente em 20 de abril de 1923 a primeira rádio brasileira foi ao ar. A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi criada por Edgard Roquette Pinto e Henry Morize. Roquette Pinto é considerado o pai da rádio brasileira.

Somente em 1927 o rádio começa a se popularizar como meio de comunicação de massa no país. Os programas contavam com a participação de artistas, com a transmissão de programas de auditório, radionovelas e humorísticos.

No princípio os anúncios publicitários não eram autorizados, por isso as rádios cobravam mensalidades de seus ouvintes. Somente em 1932 a publicidade na rádio foi autorizada.

Ary Barroso estreou como narrador esportivo em 1936. Ele ficou popular por soprar uma gaita enquanto os times faziam gols.

O Repórter Esso - o radiojornal mais popular do Brasil - foi criado em 1941 pela Rádio Nacional. O locutor era Heron Domingues.

O rádio portátil foi criado na década de 50, fazendo com que a rádio se aproxime ainda mais do público.

As rádios FM's - de frequência modulada - começaram a funcionar na década de 60, onde os ouvintes passaram a ter um diálogo mais direto com os radialistas. A audiência era bastante diversificada, atendendo a todos os gostos.

A partir de 1970 os rádios já contavam com funções conjugadas, onde tinha em um só aparelho o rádio e toca-disco.

Atualmente, alguns rádios já vem embutidos em carros. Muitos possuem tela LCD para a reprodução de vídeos e até mesmo para canais de TV. O Bluetooth também já é um dispositivo disponível na maioria dos novos rádios.

Televisão

Em 1939 o primeiro protótipo de televisão foi exposto aqui no Brasil durante a Feira Internacional de Amostras, na cidade do Rio de Janeiro.

No período da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi o único país que manteve a televisão ao ar. Na França, as transmissões só voltaram em outubro de 1944.

Em 1948, Assis Chateaubriand viajou para os Estados Unidos afim de comprar equipamentos de televisão. Ele instalou duas antenas em São Paulo, uma em um prédio do Banespa e outra na sede da empresa no bairro do Sumaré.

Em 1950 a TV Tupi foi criada, primeira emissora de televisão do Brasil. Os programas eram caracterizados pela improvisação e linguagem adaptada do rádio e teatro. Porém a audiência ainda era baixa, visto que os aparelhos de televisão eram caros.

A partir dos anos 70 a televisão passou a ter um um perfil mais empresarial. A Globo se especializou em novelas, além de ter sido a primeira emissora a operar em rede. A Copa de 70 impulsionou as vendas dos aparelhos de TV.

Segundo dados de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 96,88% dos brasileiros possuíam pelo menos uma televisão em casa.

Internet

Em 1947, o primeiro computador chamado Electronic Numerical Integrator And Computer (ENIAC) foi criado pelos norte-americanos John Eckert e John Mauchly para o laboratório de pesquisa balística do Exército dos Estados Unidos.

O primeiro computador do Brasil foi construído na Universidade de São Paulo (USP) em 1972. Dois anos depois foi criada a primeira empresa brasileira fabricante de computadores.

Em 1981 a internet chega de fato ao Brasil, por meio de uma rede de universidades que se conectava por meio de um cabo submerso na água da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) ao Laboratório de Física Especializado no Estudo de Partículas Atômicas (Fermilab), localizado em Illinois, Estados Unidos.

Somente em 1994 a internet passa a ser comercializada, saindo do meio acadêmico e passando a se popularizar. Um ano depois, a Embratel começou a oferecer o serviço de internet para os consumidores.

No ano de 1996, Gilberto Gil lança uma música versão acústica na rede mundial de computadores e conversou com os internautas sobre sua relação com aquele meio. Isso foi uma prova da popularidade que a internet estava ganhando.

Atualmente contamos com internet no celular. Temos acesso a todo tipo de notícia e ficou muito mais fácil a comunicação. Por isso a internet também é considerada como um Meio de Comunicação de Massa. Muitos youtubers, subcelebridades e influenciadores digitais usam esta ferramenta para propagar mensagens a um grande número de pessoas de uma vez só.

Integração dos Meios de Comunicação de Massa

Muitos ouvintes das rádios e telespectadores da televisão gostam de se comunicar com os apresentadores pela internet. A preferência se dá porque mandar uma mensagem via Whatsapp é muito menos custoso do que uma ligação, por exemplo, e também o público gosta de se sentir do lado daquele que pode ser seu ídolo. Além disso, há um certo prestígio em ser identificado em programas de TV e rádios, isso anima muito.

Ao jornalismo com a participação do público, demos o nome de Jornalismo Colaborativo. O uso deste recurso pode ser indispensável para o jornalista. Imagine a cena de um acidente na BR 101 na altura do município de Pedro Canário, onde é considerado um lugar distante da capital do estado, por isso o profissional vai demorar muito tempo para chegar até o local. Caso algum telespectador ou ouvinte daquele canal de comunicação passar pelo acidente e parar para tirar fotos, verificar se tem algum ferido, ou qual era o  veículo envolvido no acontecimento, ele pode ceder as informações àquele canal. Isso pode alertar, inclusive, aos familiares de pessoas que costumam passar pela BR, ou identificar alguma vítima pela placa ou modelo do carro.

O Folha Vitória, jornal digital da Tv Vitória, sempre recebe fotos, vídeos, sugestões de reportagem e até áudios via WhatsApp para ajudar os redatores a elaborar as pautas e textos que serão publicados na página.

O leitor Paulo Rodrigues, 37, segurança, sempre manda sugestão de reportagem para os jornalistas do Folha. Ele contou que enviou um vídeo de um homem batendo em  crianças em uma creche para apuração na sua última participação.

"Eu enviei o vídeo de um homem batendo em crianças. Recebi por um grupo do Whatsapp e usei o próprio aplicativo para encaminhar para o jornalismo do Folha Vitória afim de saber se a história era verídica", reportou Paulo.

O trabalho do jornalista mudou muito desde o começo da internet como Meio de Comunicação de Massa. O profissional teve que apurar com vigor, já que muitas informações começaram a chegar cada vez mais volumosas, sobre o mundo todo.

A repórter Thaiz Blunck, 22 anos, disse que as informações chegam a todo instante, de várias pessoas diferentes. Apesar dela já ter se formado na era digital, ela expôs que os jornalistas ainda precisam aprender a lidar melhor com o jornal digital.

Vejo o uso da internet no jornalismo mais como um ponto positivo, mas sempre tendo o cuidado de apurar corretamente", relatou Thaiz.

O professor de História da Comunicação, Valmir Matiazzi, 45, explicou sobre a influência da internet na rádio e TV.

"A rádio-tv está na rede, algo que antes era impossível de se ver. Há uma democratização da informação. Você passa a produzir conteúdos para o mundo. A qualidade do áudio e vídeo também melhorou, então toda forma de melhorar o jornalismo é válida. Por outro lado, precisamos ter cuidado para que a tecnologia não mude nosso olhar. Jornalista precisa ter um olhar diferente, não pode apenas reproduzir o olhar dos outros. Isto pode nos tornar meros repetidores da informação. O jornalismo tende a segmentar, se especializar em uma área, e eu acho isso uma solução para não sermos repetidores de informação", explanou Valmir.

O docente explicou que a tecnologia influenciou na agilidade do trabalho jornalistico. E exemplificou usando o jornal impresso, saindo da máquina de escrever e começando a utilização do computador. Além disso, Valmir disse que o jornalista precisa se adaptar, pois é a nova tendência.

Muitos estudos estão sendo feitos para aprimorar a comunicação com o novo público que surgiu com o avanço tecnológico. O problema é que é preciso se adaptar muito rápido, pois a tecnologia exige agilidade, e os jornalistas não estão conseguindo acompanhar.

Ele reforçou a ideia de que os profissionais precisam sair da redação para apurar corretamente. "O jornalista precisa de um trabalho mais de campo, onde ele saia da redação para apurar corretamente, e isso não tem acontecido nos dias de hoje, justamente porque as notícias chegam a toda hora", elucidou o Valmir Matiazzi.

O mestre William de Oliveira, 55, leciona Audiovisual e fez uma observação quanto à atual profissão do jornalista nos dias de hoje.

"O jornalista precisa entender que a internet não é a única possibilidade de buscar informações. Ele não pode perder sua essência, que é estar na rua apurando, olhando nos olhos do entrevistado".

Os jornalistas ainda precisam aprender uma forma de otimizar o uso da internet para o auxílio da profissão, mas não dá para negar que já evoluímos bastante e continuamos aprendendo cada vez mais.