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Ação com teste de HIV e seminário lembram luta contra a homofobia em Cachoeiro

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Ação com teste de HIV e seminário lembram luta contra a homofobia em Cachoeiro

A coleta de sangue para exames será nesta quarta (23), na praça Jerônimo Monteiro

Nesta semana, a prefeitura de Cachoeiro promove duas ações alusivas ao Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, comemorado neste mês (17 de maio). A primeira será nesta quarta-feira (23), na Praça Jerônimo Monteiro, das 8h às 11h, quando o Centro de Referência em Infectologia Abel Santana (Crias) fará coleta de sangue para exames que detectam Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e repasse de informações sobre prevenção dessas doenças ao público passante.

O objetivo é facilitar o acesso e dar visibilidade aos testes para diagnóstico de HIV/aids, sífilis e hepatites B e C, que são oferecidos pelo SUS e realizados no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado na sede do Crias (Rua Raulino de Oliveira, Centro).

Embora a ação tenha como foco o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), grupo mais vulnerável à transmissão de HIV e IST, os serviços estarão disponíveis a todos. Será necessário apresentar documento de identidade com foto e o cartão do SUS.

Na ocasião, também serão feitas orientações, inclusive com enfermeiros e psicólogos, além da distribuição de panfletos educativos e preservativos.

Desafios do público trans em debate

A segunda ação será na quinta-feira (24). Às 19h30, no Teatro Municipal Rubem Braga, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Cachoeiro vai promover um seminário para fomentar no município o debate e a reflexão sobre ações necessárias ao combate à violência e ao preconceito contra o público LGBT.

Aberto ao público, o evento contará com uma palestra da pesquisadora do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Sandra Mara Pereira, estudiosa da realidade das transexuais e travestis na Grande Vitória. Cientista social, Sandra vai abordar aspectos de sua pesquisa, que apontou para um cenário de agressões e discriminação que comprometem a qualidade de vida e o futuro do público que é objeto dos estudos.

O trabalho, disponível para leitura no site do IJSN, teve como foco gerar informações e dados estatísticos importantes sobre a população trans, com vista a subsidiar a formulação de políticas públicas específicas para este segmento vulnerável da sociedade.

“É fundamental debatermos esse quadro para fortalecermos as ações existentes e traçarmos novas estratégias que nos ajudem a reduzir a violência e o preconceito contra o público LGBT, e também avançar na luta pela igualdade de direitos”, avalia a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Márcia Bezerra.