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Após ataque de fúria em unidade de saúde, médico é afastado por 90 dias

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Geral

Após ataque de fúria em unidade de saúde, médico é afastado por 90 dias

A ausência de um clínico geral, segundo pacientes, compromete o atendimento. No entanto, de acordo com funcionários, outras duas médicas realizam consultas normalmente

O médico que teve um ataque de fúria e quebrou objetos em uma unidade de saúde de Cariacica vai ficar pelo menos 90 dias afastado da funções. Há quase uma semana o médico Aurédio Couto não atende a pacientes na Unidade Básica de Saúde de Jardim América. Ele cumpre uma orientação da direção do local, que segue o que foi determinado pela Secretaria Municipal de Saúde de Cariacica.

A determinação é que o médico fique afastado das atividades. A ausência de um clínico geral, segundo pacientes, compromete o atendimento. No entanto, de acordo com funcionários, outras duas médicas realizam consultas normalmente.

Apesar de estar afastado, o médico só havia sido avisado verbalmente sobre o afastamento, no dia 16 de maio. De acordo com Secretaria de Saúde de Cariacica, ele foi notificado oficialmente na manhã desta segunda-feira (21), durante uma reunião na secretaria.

Um inquérito administrativo foi instaurado para investigar a atitude do profissional dentro do posto. A decisão pelo afastamento ocorreu logo após o médico ter um ataque de fúria dentro da unidade de saúde.

Vídeos feitos por pacientes mostram o médico Auredio Couto na recepção, bastante alterado. Ele retirou gavetas e jogou no chão. Segundo pacientes, o profissional teria feito o mesmo dentro do consultório onde faria os atendimentos.

No dia seguinte, ele compareceu ao posto de saúde e desabafou sobre o que teria motivado a atitude extrema. De acordo com ele, as condições de trabalho no local não atendem as necessidades dos pacientes. Ele alega faltar material e até espaço para atendimento. "Infelizmente é o sistema. Os pacientes precisando de ajuda, de atendimento, todos na chuva, chegam de madrugada, depois ficam em pé na fila, pois não tem uma cadeira. Isso é desumano. Eu vim aqui e parece que não tem sala para eu atender novamente, mas estou à disposição, pois depois podem cortar meu ponto por não comparecer ao trabalho", destacou.

Na mesma semana, a secretária de saúde do município pediu exoneração do cargo. No lugar de Stefane Legran, a prefeitura nomeou, interinamente, Cláudia Rachbart Teixeira. Ela, a gerente de atenção primária e o coordenador de Recursos Humanos da pasta se reuniram nesta segunda-feira com o doutor Aurédio para explicar o processo administrativo disciplinar. Após a reunião, o médico concordou em assinar a notificação da suspensão temporária. A suspensão não interfere no salário do médico.