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Greve da PM: policiais que atuam no serviço de inteligência são os primeiros a depor

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Greve da PM: policiais que atuam no serviço de inteligência são os primeiros a depor

As audiências de instrução acontecem no salão do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de Vitória durante toda esta semana

A Justiça deu início às audiências nos processos sobre a paralisação da Polícia Militar do Espírito Santo, em fevereiro do ano passado. As audiências de instrução acontecem no salão do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de Vitória.

A primeira delas começou por volta 9 horas desta segunda-feira (14), uma hora depois do previsto. Logo no início, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) fez uma solicitação à juíza. Gisele Souza de Oliveira deixou claro que o processo não está sob segredo de justiça.

Os promotores pediram e foram atendidos pela magistrada para que repórteres, cinegrafista e fotógrafos deixassem o local das audiências. A alegação do MPES é de que a presença da imprensa poderia atrapalhar a atuação das quatro primeiras testemunhas de acusação convocadas para depor: são policiais que atuam no serviço de inteligência da Polícia Militar do Estado. 

Os processos criminais relativos à chamada Operação Protocolo Fantasma apuram o suposto envolvimento de 24 pessoas no movimento de paralisação da PM capixaba. Durante a manifestação que impediu o policiamento regular, mais de 200 pessoas foram mortas e mais de 300 lojas saqueadas, no Estado, gerando um prejuízo de, pelo menos, R$ 180 milhões. O governo federal gastou R$ 37 milhões com o envio dos homens da força nacional para que a população do Espirito Santo pudesse voltar a sair às ruas.

Quatorze mulheres de militares são rés no processo. A maioria, segundo a Justiça, responde por atentado contra a Segurança de serviço de utilidade pública, incitação ao crime e organização criminosa. O advogado Victor Abreu é o responsável pela defesa de três delas. "A pretensão da defesa é deixar claro que existem as mulheres que estavam na porta dos quarteis, reivindicando melhores condições e existe uma diferença muito grande entre a reivindicação e fazer parte de uma organização criminosa", disse.

Em nota, o presidente da Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo, tenente coronel Rogério Fernandes "atuará com o seu dever de cidadão brasileiro e buscará esclarecer com o seu testemunho à justiça na apuração dos fatos. a verdade será dita doa a quem doer, pois não se pode admitir a intolerância como ocorreu no mês fevereiro de 2017". 

As audiências seguem na terça (15), quinta (17) e sexta-feira (18). Até lá, 69 testemunhas, deverão ser ouvidas. O MPES, também por meio de nota, informou que após o depoimento das testemunhas apresentará as alegações finais sobre toda a prova produzida.