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Mais uma pessoa morre com suspeita de raiva no Pará

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Geral

Mais uma pessoa morre com suspeita de raiva no Pará

Já são 14 casos suspeitos de raiva, com sete óbitos, sendo um confirmado laboratorialmente para a doença

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) confirma que mais uma pessoa morreu no Estado com suspeita de raiva humana. Já são 14 casos suspeitos de raiva, com sete óbitos, sendo um confirmado laboratorialmente para a doença. O último paciente morreu na quarta-feira, 16, na Santa Casa de Belém. Até então, eram 12 casos notificados para a doença, com seis óbitos, sendo um deles já confirmado.

Até o momento, quatro pacientes seguem internados na Santa Casa, dois no Hospital Regional de Breves e um no Hospital Municipal de Breves, na região do Marajó. A maioria em estado grave.

Coletas sorológicas foram realizadas em todos os pacientes que foram internados, inclusive nos que morreram. Os exames foram enviados para o Instituto Pasteur, em São Paulo, referência no diagnóstico de raiva.

As ações preventivas também aumentaram. No total, foram enviadas 2 mil doses de vacinas antirrábicas e mais 600 frascos de soros antirrábicos. As ações se concentram em localidades ao longo do Rio Laguna, a cerca de 70 km de Melgaço, também na região do Marajó, onde residem aproximadamente mil pessoas.

Até o momento, 700 pessoas tomaram a vacina, que é administrada em quatro doses. Também foram entregues 500 mosquiteiros para a proteção dessa população.

Técnicos da Sespa também fazem a captura de morcegos com o intuito de diminuir a população e fazer o monitoramento. Além disso, é feita coleta de amostras desses animais para exame que detecta a doença.

Desde o dia 4 de maio, equipes da Vigilância Epidemiológica e Vigilância em Saúde investigam as suspeitas, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e o Ministério da Saúde.

Todas as vítimas apresentam quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos - paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia (dificuldade de deglutir), desorientação, hidrofobia e hiperacusia (sensibilidade a sons, principalmente agudos).