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Premiê da Espanha enfrenta moção de censura, após sigla governista ser condenada

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Premiê da Espanha enfrenta moção de censura, após sigla governista ser condenada

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, enfrenta uma moção de censura, que pode derrubar o governo, após seu Partido Popular ser condenado judicialmente por se beneficiar de um grande esquema de propinas por contratos. A moção de censura foi apresentada no Parlamento pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, o Tribunal Nacional do país condenou 29 empresários e ex-autoridades do PP por fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, precisará convencer outros partidos da oposição a apoiar os 84 votos que a sigla tem, no Congresso de 350 integrantes, para retirar os conservadores do governo. Um partido favorável aos negócios, o Ciudadanos, disse que pode apoiar a moção de censura, mas para que se convoquem novas eleições. O Podemos, mais à esquerda, com 67 cadeiras, já anunciou que defende a saída do premiê.

O mandato de Rajoy terminaria em 2020. Na quarta-feira, ele conseguiu uma vitória importante, ao aprovar o orçamento nacional para 2018.

O Partido Popular foi condenado no chamado Caso Gürtel, considerado um dos mais graves episódios de corrupção da história moderna espanhola. Os magistrados emitiram sentenças de prisão que totalizam 351 anos e multas de 245 mil euros (US$ 287 mil) para o PP, que foi descrito pelos juízes como um "participante em busca de lucros" no esquema.

O veredicto também considerou que a rede que envolvia empresas e dirigentes partidários foi estabelecida para organizar viagens e eventos para o PP, em troca de contratos públicos. Juízes disseram que dirigentes da sigla mantinham um fundo ilegal até pelo menos 2008 e questionaram a credibilidade de Rajoy quando ele negou saber do esquema, ao ser ouvido como testemunha no caso.

O PP disse que recorrerá da parte do veredicto segundo a qual ele buscava lucrar com o esquema. Em comunicado na quinta-feira, o premiê disse que ninguém no atual governo ou na liderança governista sabia sobre qualquer prática ilícita. Fonte: Associated Press.