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Tenente-coronel nega ter incitado greve da PM no Espírito Santo

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Tenente-coronel nega ter incitado greve da PM no Espírito Santo

O oficial da PM foi acusado pelo Ministério Público de incitar a greve dos militares e de integrar organização criminosa

O tenente-coronel Carlos Alberto Foresti e um deputado estadual de Sergipe prestaram depoimento na última segunda-feira (4) à juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, nos processos que apuram a greve da Polícia Militar (PM) em fevereiro de 2017.

Acusado pelo Ministério Público de incitar a greve dos militares e de integrar organização criminosa, o oficial da PM negou os fatos. A juíza chegou a ler as transcrições que teriam sido postadas pelo tenente-coronel Foresti em uma rede social, mas ele afirmou que a linha telefônica que usava, era institucional e ficava disponível para todos que trabalham no Centro Integrado Operacional de Defesa Social (CIODES). Na época da greve, Foresti era chefe do órgão.

Foresti disse que estava preocupado com a segurança da tropa. Ele afirmou que "surtou" ao ouvir um áudio com som de tiros e de militares pedindo socorro. O oficial da PM disse ainda que foi atendido por um psiquiatra, que o diagnosticou com stress agudo pós traumático. Foresti negou ter relação com outros réus do processo e que só os conheceu quando estava preso.

Já o deputado estadual de Sergipe prestou depoimento na condição de testemunha de uma das mulheres de policiais. Ele disse à juíza que, na época da greve esteve em Vitória a convite da Federação Nacional dos Militares do Brasil, participou de algumas reuniões públicas, mas não observou em nenhuma das mulheres uma liderança definida.

A audiência do processo prossegue no dia 29 de junho com o interrogatório de 14 familiares de militares réus no processo. Antes disso, a senadora Rose de Freitas deve prestar depoimento por meio de carta precatória, ou seja, vai ser ouvida por um juiz lá em Brasília.

A fase de instrução do chamado "núcleo dos policiais" já foi encerrada. As alegações finais só poderão ser apresentadas pelos advogados de defesa depois de finalizada a fase de instrução do processo do "núcleo dos familiares".